[[legacy_image_249904]] O empate por 2 a 2 com o Corinthians, neste domingo (26), pela 11ª rodada do Campeonato Paulista, mostrou, mais uma vez, que a bola aérea é um pesadelo para o sistema defensivo do Santos. Os gols marcados por Yuri Alberto e Róger Guedes saíram por meio de cruzamentos na área, que a defesa do Peixe não soube afastar. Mas isso já é uma rotina no time de Odair Hellmann. Dos 14 gols sofridos pela equipe no ano, metade foi fruto de bolas erguidas na área. O clássico contra o Palmeiras, válido pela 6ª rodada do Estadual, evidenciou a deficiência santista na jogada. Dos três gols alviverdes no confronto, dois foram consequências de bolas levantadas na área do Peixe por Raphael Veiga e Gabriel Menino, que Murilo e Rony mandaram para o fundo das redes. Contra o São Paulo, o problema se repetiu. No primeiro, Calleri, se aproveitando de uma desorganização da defesa e de uma saída de gol equivocada de João Paulo, abriu o placar para o Tricolor. Na sequência, depois de um escanteio cobrado na área, Luciano desviou de cabeça e Lucas Pires, junto à trave, usou o braço para evitar o gol. A arbitragem assinalou pênalti e expulsou o lateral-esquerdo do Peixe. Na cobrança, Galoppo balançou as redes. Por fim, no duelo deste domingo, o Corinthians também recorreu às bolas altas no meio da defesa santista para marcar os seus dois gols e causar irritação na torcida, que não vê a deficiência ser corrigida. Com 14 gols sofridos no Paulistão, o Santos chega à última rodada da primeira fase do Estadual com a quinta defesa mais vazada da competição ao lado de Botafogo e Guarani. De olho na classificação Apesar dos problemas defensivos, o Peixe se mantém vivo na briga pela classificação às quartas de final. Terceiro colocado do Grupo A com 14 pontos, o Alvinegro precisa vencer o Ituano, domingo (5), às 16 horas, no Novelli Junior, em Itu, e torcer por um empate do Botafogo contra o São Paulo, em Ribeirão Preto. O empate contra o Ituano pode ser suficiente para o Santos avançar. Neste caso, Hellmann e seus comandados dependerão da vitória do São Paulo sobre o Botafogo. O tormento aéreo do Santos começou já na segunda rodada do Paulistão, na derrota por 2 a 0 para o Guarani, no Brinco de Ouro na Princesa. Na ocasião, Nicolas Careca foi o primeiro a castigar o Peixe.