O Santos está fora da Copa do Brasil. Precisando de uma vitória elástica sobre o Palmeiras, no jogo de volta das quartas de final, o Peixe esbarrou em suas limitações, só empatou em 0 a 0, na noite desta quarta (2), na Vila Belmiro, e caiu para o rival, que havia vencido o primeiro confronto, por 3 a 0. Apesar da queda, a torcida aplaudiu a equipe, que também ouviu gritos de "domingo é guerra", referente ao jogo contra o Internacional, pelo Brasileirão. Além da eliminação, o Alvinegro teve baixas. Neymar e Barreal sentiram lesões na coxa, no primeiro tempo. Lucas Veríssimo também saiu no intervalo sentindo o tornozelo. O jogo O jogo começou quente e com um minuto, o árbitro Davi de Oliveira Lacerda deu cartões amarelos para Felipe Anderson, por falta em Neymar, e para Escobar, que pegou Andreas Pereira na sequência. Precisando de uma vitória elástica, o Peixe pressionou desde o início e, aos 12, Neymar fez Carlos Miguel trabalhar, em cobrança de falta que o goleiro rebateu. O Palmeiras apostava nos contragolpes e teve boa chance aos 17. Flaco López cruzou da direita e Maurício, livre na área, bateu por cima do gol. O Santos tinha a posse de bola, rondava a área palmeirense, mas tinha dificuldade para se infiltrar e perdia quase todas as bolas aéreas. Defendendo-se bem, o Palmeiras voltou a desperdiçar grande chance, aos 27. Giay escapou livre pela direita e bateu na saída de Gabriel Brazão. No rebote, Maurício chutou de novo por cima da meta. Aos 28, o técnico Cuca foi obrigado a sacar Barreal, que sentiu um incômodo na coxa, para a entrada de Rollheiser. O tempo passava e o ânimo santista arrefeceu. Para piorar, Neymar sentiu a coxa direita, aos 43. O camisa 10 sinalizou para o banco de reservas, mas permaneceu até o final do primeiro tempo, sem correr e participar das jogadas. O Palmeiras teve outra chance, aos 46, em batida de Maurício da entrada da área, para fora. Neymar fora O Santos voltou do intervalo sem Neymar, Igor Vinícius e Lucas Veríssimo para o segundo tempo. Entraram, respectivamente, Rony, Davizinho e Moisés. Com a saída de Veríssimo, Willian Arão foi recuado para a zaga. Precisando fazer três gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis, o Santos não demonstrava força para pelo menos tirar o zero do placar. A própria torcida, que apoiou bastante na etapa inicial, demonstrava irritação com a inoperância do time. Cadenciando o jogo, o Palmeiras chegou de novo, aos 11, em cabeçada de Vitor Roque, para fora. Aos 12, Gabigol, apagado na partida, deu uma furada inacreditável numa bola que sobrou na área. O Peixe continuava com a posse de bola, mas mal incomodava Carlos Miguel, que defendeu tiro de Davizinho, de fora da área, aos 27. O jogo transcorreu sem grandes emoções até o final. Enquanto o Palmeiras tentava os contra-ataques, sem sucesso, com Vitor Roque, o Alvinegro também não teve qualidade para vazar a sólida defesa alviverde.