Gabigol abriu o placar para o Santos contra o Galo, mas o Peixe cochilou e levou a virada na Arena MRV (Raul Baretta/Santos FC) A virada sofrida pelo Santos, nos últimos minutos do jogo contra o Atlético-MG, domingo, na Arena MRV, gerou incômodo e perda de pontos preciosos na luta do time por uma vaga na Libertadores. Foi a sexta vez em que a equipe, vencendo ou empatando, tomou gol nos últimos minutos de partidas do Brasileirão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Esses lapsos no final dos confrontos, somados, fizeram o Peixe desperdiçar 10 pontos no campeonato. Atual oitavo colocado, com 42 pontos, o Alvinegro teria 52, superando o Fluminense, que atualmente ocupa a quarta posição do Brasileirão, com 51. A série de vacilos do Santos começou na terceira rodada do campeonato. Na Arena da Baixada, em Curitiba, o time empatava com o Athletico-PR em 1 a 1, no dia 12 de fevereiro, quando sofreu um gol de Viveros nos acréscimos e perdeu por 2 a 1. No dia 18 de março, na Vila Belmiro, o time também empatava com o Internacional em 1 a 1, mas sofreu um gol de Carbonero, também nos descontos, e foi novamente derrotado por 2 a 1. O resultado causou a demissão do técnico Juan Pablo Vojvoda. Sob o comando de Cuca, o Peixe perdeu para o Fluminense por 3 a 2, na Vila, no dia 19 de abril. John Kennedy marcou o gol da vitória tricolor aos 41 minutos da etapa final. Dias depois, em 25 de abril, nova derrapada, desta vez longe do Alçapão. Na Fonte Nova, em Salvador, o Alvinegro abriu 2 a 0 e levou dois gols no segundo tempo. O de empate, de Willian José, foi marcado aos 38 minutos. Após a pausa da Copa do Mundo, o Santos voltou ao Brasileirão contra o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, no Rio, no dia 16 de julho. Empatava em 1 a 1 até os acréscimos da etapa final, quando levou um gol de Kadir, que selou a vitória carioca. No domingo passado, Gabigol abriu o placar sobre Atlético-MG, na Arena MRV, em Belo Horizonte, aos 42 minutos do segundo tempo. Mas, com falhas seguidas de Diógenes e Lucas Veríssimo, o Peixe levou o empate aos 45, de Vitor Hugo, e a virada aos 51 minutos, gol de Thiago Borbas. E perdeu a chance de somar três pontos e ultrapassar o rival na tabela. Tropeços no Paulistão e na Copa Sul-Americana Nem só no Brasileirão o Santos cochilou nos momentos decisivos dos confrontos. Na terceira rodada do Paulistão, no dia 18 de janeiro, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, o Guarani perdia por 1 a 0 até os acréscimos. No último lance do jogo, Kewen aproveitou falha de Escobar e empatou. O segundo vacilo no Estadual custou a possibilidade de vaga na semifinal. No dia 22 de fevereiro, Santos e Novorizontino empatavam em 1 a 1, no jogo único das quartas de final, no Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte. Mas Léo Naldi desempatou para o Tigre nos descontos do segundo tempo e o Peixe não teve a chance de disputar a classificação nos pênaltis. Na Copa Sul-Americana, o Santos desperdiçou pontos em dois jogos da primeira fase. No dia 5 de maio, no Paraguai, o Deportivo Recoleta empatou o jogo em 1 a 1, com um gol de Galeano aos 41 minutos do segundo tempo, no Estádio Monumental Rio Parapití, em Pedro Juan Caballero. No dia 20 de maio, no Alçapão, o Peixe batia o San Lorenzo por 2 a 1, mas Auzmendi impediu o triunfo santista empatando aos 40 da etapa final. Com quatro pontos desperdiçados, o Alvinegro teria passado em primeiro lugar da chave e evitado a disputa dos play-offs para avançar às oitavas de final. O pior viria depois. No dia 16 de setembro, na Arena MRV, o Santos decidia a vaga na semifinal da Sul-Americana contra o Atlético-MG. Como havia vencido o jogo de ida na Vila, por 2 a 0, a derrota parcial por 3 a 2, no campo rival garantia a classificação ao Peixe. Mas Cuello, nos acréscimos do segundo tempo, aproveitou o cochilo da defesa santista para fazer 4 a 2. Resultado que levou a decisão para a cobrança de pênaltis, vencida pelo Galo por 3 a 1, eliminando o time de Cuca.