Demitido nesta segunda, Pedro Caixinha durou apenas 111 dias no comando do Alvinegro (Alexsander Ferraz/AT) Durou 113 dias a passagem do técnico Pedro Caixinha pelo Santos. Anunciado no dia 23 de dezembro passado e apresentado oficialmente no dia 7 de janeiro, o treinador português foi demitido nesta segunda (14), após a derrota para o Fluminense por, neste domingo (13), no Maracanã, pela terceira rodada do Brasileirão. Com apenas um ponto em três jogos, o Peixe é o 18º colocado, na zona de rebaixamento do campeonato. Em solenidade de hasteamento da bandeira santista no Monte Serrat, na manhã desta segunda, em comemoração aos 113 anos do clube, o presidente Marcelo Teixeira disse que teria uma reunião à tarde com o CEO, Pedro Martins, e os membros do Comitê de Gestão para reavaliar o trabalho do treinador. O destino do técnico, no entanto, já havia sido selado e o Peixe anunciou, no início da tarde, a demissão de Caixinha. “O Santos Futebol Clube informa que o técnico Pedro Caixinha não comanda mais o time profissional. Junto com ele deixam o clube os auxiliares técnicos Pedro Malta e José Pratas, o preparador físico Guilherme Gomes e o preparador de goleiros José Belman. O auxiliar técnico César Sampaio assume interinamente. A diretoria agradece ao profissional e deseja sucesso na continuidade de sua carreira”, informou o clube, em nota. Os nomes de Dorival Júnior e Tite circulam nos bastidores da Vila Belmiro como potenciais candidatos à vaga para o comando do time. Teixeira nega multa de R\$ 30 milhões Marcelo Teixeira negou que o contrato de Pedro Caixinha tenha uma cláusula que prevê o pagamento integral dos salários do treinador e sua comissão até o final do vínculo, em dezembro de 2026. Na semana passada, especulações davam conta de que, em caso de demissão, a rescisão poderia chegar a R\$ 30 milhões. Além de negar a cláusula, Teixeira garantiu que o valor não é esse, mas não informou qual será o montante a pagar para rescindir o contrato com o técnico. Desempenho pífio Apesar de, na apresentação do técnico Pedro Caixinha, em janeiro, o diretor-executivo Pedro Martins elogiar o profissional, que teria o DNA ofensivo que agrada a torcida, o que se viu em pouco mais de três meses de trabalho não foi nada parecido com o que foi propagandeado. Com um time desequilibrado taticamente, muitas vezes vulnerável defensivamente e pouco eficiente no ataque, o Peixe vem fazendo uma campanha muito ruim na temporada. Apesar de ter chegado na semifinal do Paulistão, em nenhum momento do campeonato a equipe empolgou os torcedores. Ganhou apenas um clássico, contra o São Paulo, na primeira fase, e perdeu outros três, um para o Palmeiras na fase inicial e duas vezes para o Corinthians, na primeira fase e na semifinal. Em 17 jogos oficiais em 2025 sob o comando de Caixinha, o aproveitamento foi pífio: 43,1%, com seis vitórias, quatro empates e sete derrotas. O time marcou 26 gols e sofreu 21.