Neymar perdeu um gol incrível na etapa inicial e teve uma atuação apagada na Vila (MAURÍCIO DE SOUZA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO) O Santos azedou a festa de aniversário de 114 anos, na noite desta terça (14), na Vila Belmiro. Jogando contra o modesto Deportivo Recoleta, do Paraguai, o time empatou em 1 a 1, pela segunda rodada da Copa Sul-Americana, resultado que mantém o Peixe na lanterna do Grupo D, com 1 ponto, e provocou a fúria da torcida, que protestou e vaiou muito o time após o apito final. Novamente sob pressão, o Alvinegro volta a jogar neste domingo (19), às 16 horas, na Vila, contra o Fluminense, pela 12ª rodada do Brasileirão. O Peixe é o 15º colocado, com 13 pontos, três acima da zona de rebaixamento. O jogo O Peixe aproveitou a fragilidade do adversário, que veio a Santos com uma delegação formada basicamente por reservas, e abriu o placar cedo. Neymar lançou Gabigol na esquerda e se infiltrou na área para concluir o cruzamento do camisa 9, aos 4 minutos. A vantagem conquistada rapidamente deu a falsa impressão de que o Santos poderia deslanchar e construir uma vitória folgada ainda na etapa inicial, mas o time esbarrou nos próprios erros e na retranca paraguaia. Após um longo período sem ameaçar o gol de Toledo, Gabigol desperdiçou grande chance de fazer o segundo, aos 30. Gabriel Bontempo tocou de letra para Neymar, que deu belo passe por cobertura para o camisa 9, que saiu à frente do goleiro, mas tocou fraco, atrasando a bola para Toledo. Aos 35 foi a vez de Neymar perder um gol inacreditável. Toledo saiu do gol e passou a bola na fogueira para um defensor paraguaio, Gustavo Henrique tocou para Neymar que, com o goleiro fora da área, bateu por cobertura e mandou para fora. Os erros custaram caro. Aos 43, Luan Peres cometeu pênalti infantil, ao pular de forma estabanada sobre Figueiredo na área. Ortiz bateu, aos 45, e empatou. Foi o primeiro gol da história do time paraguaio fora de casa numa competição internacional. Vaias, futebol pobre e mais vaias Sob vaias na ida ao vestiário, o time voltou sem alterações para o segundo tempo. E continuou jogando mal. Não conseguiu criar uma única chance clara de gol nos primeiros 19 minutos. E Cuca fez mexida tripla. Saíram Gabriel Bontempo, Gabigol e Moisés para as respectivas entradas de Rollheiser, Thaciano e Miguelito. Aos 20, o time acordou e quase fez o segundo. Miguelito cruzou da esquerda e Rollheiser subiu, cabeceou para o chão, a bola subiu e Pereira tirou de cabeça a bola que tinha endereço certo, mandando a escanteio. Aos 29, Miguelito tabelou com Neymar e recebeu dentro da área, mas o tiro cruzado saiu fraco, nas mãos de Toledo. Dali em diante, o time abusou de bolas alçadas à área, sem sucesso. Rafael Gonzaga, aos 45, mandou uma bomba de fora da área e o goleiro pegou no canto direito. No minuto seguinte, após cobrança de escanteio, Adonís cabeceou para fora. No último minuto dos acréscimos, Neymar bateu falta por cima do gol. Ao final, o clima festivo pós-vitória sobre o Galo e os fogos pelo aniversário foram abafados por sonoras vaias da torcida pelo fiasco em campo e aos gritos de "Vergonha, vergonha, time sem vergonha!!!"