A gestão de Marcelo Teixeira, que trouxe Neymar de volta, ainda não conseguiu quitar os direitos de imagem do craque (Raul Baretta/Santos FC) O Santos repactuou mais uma vez a dívida referente aos direitos de imagem de Neymar, alongando o prazo de pagamento até o final de 2032. Os cerca de R\$ 90 milhões já haviam sido renegociados no final do ano passado, com cláusulas polêmicas, como a inclusão do CT Meninos da Vila como garantia de quitação e parcelamento alongado só possível em caso de reeleição de Marcelo Teixeira, nas eleições de dezembro. A informação foi publicada pelo Diário do Peixe e confirmada por A Tribuna. A dívida do Alvinegro com a NR Sports, empresa do pai de Neymar, foi contraída na assinatura do primeiro contrato com o camisa 10, em janeiro de 2025. O Peixe se comprometeu a pagar US\$ 15 milhões (cerca de R\$ 85 milhões à época) pelos direitos de imagem de Neymar no primeiro contrato. Inicialmente, o montante deveria ser pago até o final de julho de 2025. Como o Santos não honrou o compromisso, um novo aditivo foi assinado, com previsão de pagamento até o final do ano passado. Em dezembro, porém, o clube fez novo aditamento com a NR Sports e alongou o prazo de pagamento para 48 vezes. Pelo acordo, o Alvinegro pagaria cinco parcelas de R\$ 5,2 milhões, entre janeiro e maio deste ano, e mais 43 parcelas de R\$ 1,5 milhão, quitando o débito até o fim de 2029, quando termina a gestão do próximo presidente. Mais uma vez, o Santos não cumpriu os pagamentos e teve que repactuar a dívida. O novo aditivo prevê o pagamento de R\$ 12 milhões no meio deste ano, quando o Santos receberá uma parcela da venda do atacante Luca Meirelles, ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Os R\$ 78 milhões restantes serão pagos em 78 parcelas de R\$ 1 milhão, até o final de 2032. Nesta repactuação, a inclusão do CT Meninos da Vila como garantia de pagamento e a cláusula que previa a quitação imediata caso Marcelo Teixeira não seja eleito, foram excluídas.