[[legacy_image_236971]] Enquanto há quem guarde camisas ou autógrafos do Rei do Futebol, o comerciante Nilo César Pereira, de 69 anos, possui uma lembrança curiosa de Pelé: a xerox do cheque com que o Atleta do Século 20 pagou pelos produtos de sua loja de baterias, que existe há 14 anos no bairro Vila Mathias, em Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A visita do Rei do Futebol no comércio aconteceu em novembro de 2014. “Recebemos o Pelé e a assessora dele. Ele estava dentro do carro, super gentil, foi uma emoção ver o Rei que sempre foi meu ídolo”, afirma. Fanático pelo Santos e fã do ex-jogador, Nilo não queria sequer debitar o cheque. A filha do comerciante Liliane Cristiane Pereira, de 34 anos, cuida da parte administrativa da loja e conta que precisou sacar o dinheiro após receber uma ligação da assessoria do Pelé. “Explicaram que não poderia ficar com o cheque”, afirma, dizendo que antes que fosse ao banco, o pai tirou uma xerox para ter a lembrança do Rei do Futebol. Hoje, o documento é emoldurado. “Ele é santista roxo”, enfatiza Liliane. De acordo com ela, o comércio da família é repleto de imagens do Santos e o chão possui o símbolo do clube até no piso. “Meu pai é bem fã, frequentava os jogos”. [[legacy_image_236972]] Liliane ainda diz que possui memórias da infância de quando seu pai a buscava na porta da escola com camisas do time. “Ficou com o apelido de santista”, relembra. Mesmo assim, a paixão de Nilo foi herdada pelos filhos. Liliane é corintiana e apenas um de seus quatro irmãos virou torcedor do Peixe. “Minha filha tem 14 anos e até hoje ele tenta fazê-la virar santista. Meu pai é o grande amor da minha vida, mesmo o Santos sendo a dele”, brinca. Com a morte e sepultamento de Pelé, Nilo guarda com ainda mais carinho o cheque que emoldurou. “Pelé foi uma perda enorme para nós. Ele é o Santos, vive em meu coração”, finaliza o comerciante. Edson Arantes do Nascimento, conhecido mundialmente como Pelé e Rei do Futebol, morreu na tarde da última quinta-feira (29), após um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O maior jogador de todos os tempos lutava contra um câncer de cólon e teve falência múltipla dos órgãos.