O técnico interino César Sampaio se emocionou após a estreia com o pé direito no comando do Santos (Vanessa Rodrigues/AT) O técnico interino César Sampaio se emocionou após a estreia com o pé direito no comando do Santos, com a vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-MG, que tirou o Peixe da zona do rebaixamento do Brasileirão. Auxiliar da comissão técnica fixa, ele foi convocado para dirigir o time depois da demissão do técnico Pedro Caixinha, na segunda (14). Feliz e com a sensação de dever cumprido, ele se esquivou da possibilidade de ser efetivado no cargo. “Por dentro estou maluco, esse clube deu vazão aos meus sonhos. Tinha muita responsabilidade, sonhos. E o Santos me proporcionou o que eu nem imaginava. Falei para os atletas que o amanhã não existe. Ninguém pode te certificar nada. Vou viver o hoje 100%, pedi para eles viverem o hoje. A vida é uma dádiva de Deus mesmo. Até em forma de gratidão ao que o Santos me proporcionou, enquanto eu for importante, vou ajudar independentemente do cargo, departamento, setor. Vamos viver o dia a dia”, disse Sampaio. O interino falou da sinergia com a torcida, que jogou junto com o time durante todo o jogo, e chegou a dar uma pausa numa das respostas, emocionado. “O torcedor às vezes nem percebe a força que tem. Eu digo como ex-atleta. Emocionalmente, fisicamente, destruído… Ao ouvir um grito, uma palavra de incentivo em um lance assertivo, isso renova as cargas, já passei muito por isso. O torcedor foi importantíssimo. Eu não gosto de misturar as coisas, mas foi Deus que me colocou aqui. E ele tem um propósito nisso (pausa, com a voz embargada). Enquanto estiver aqui vou fazer meu melhor, estudar. Peguei o Axel do sub-20, tudo muito corrido. O Raphael, Gabriel, Felipe, Matheus… Acho interessante dar nome às pessoas", enumerou Sampaio. O treinador também elogiou o empenho da equipe e destacou a unidade do grupo, que comprou a proposta de iniciar uma nova fase no Brasileirão. "Neymar foi muito importante, Rincón com sua experiência. É uma vitória construída por todos, isso fortalece muito o grupo. Em todas as equipes que joguei eu fui capitão. Eu sei o quanto essa mobilização ganha jogo. Não é só isso, lógico, mas hoje foi um pouco de tudo isso. Estratégia legal, abraçaram a causa, torcedor foi importante. Se um falhar, é chance que damos à derrota. Precisamos do máximo de cada um, o campeonato é muito igual. Temos uma equipe qualificada desde que cada um entregue o melhor a cada jogo e a cada treino. Basso e João Paulo também. Pedi para que quem estivesse no banco de reservas passasse essa energia. Fiz as minhas escolhas, foi uma vitória do grupo”. E Neymar? No centésimo jogo na Vila Belmiro, Neymar não deu sorte. Deixou o gramado chorando, aos 33 minutos do primeiro tempo, com dores na coxa esquerda, a mesma do edema que o tirou de campo durante 42 dias. César Sampaio lamentou a lesão, que deve deixar o camisa 10 fora de ação por mais algumas semanas. “Infelizmente, sim [mesma coxa]. Ainda é muito precoce dar uma posição, não temos um diagnóstico. Isso será feito amanhã (quinta). É uma perda importantíssima para um jogo onde o que planejamos vinha acontecendo. As substituições sustentaram. É orar para que ele não fique ausente muito tempo. E preparar as reposições para suprirmos nesse intervalo de tempo enquanto estiver fora”.