O técnico Fábio Carille sempre foi elogiado e defendido pelos jogadores durante a campanha na Série B (Raul Baretta/Santos FC) A saída do técnico Fábio Carille provoca um misto de sentimentos dentro do Santos. Se por um lado a diretoria via motivos de sobra para encerrar o vínculo com o treinador, após uma Série B cheia de altos e baixos, dentro do elenco, o comandante sempre gozou de prestígio. Durante a irregular campanha na segunda divisão, não foram poucos os momentos em que jogadores, incluindo vários líderes do grupo, saíram em defesa de Carille. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No dia 31 de agosto, após um frustrante empate em 2 a 2 com a Ponte Preta, na Vila Viva Sorte, pela 24ª rodada da Série B, o meia Giuliano isentou o técnico pelo resultado. O Santos abriu 2 a 0 no primeiro tempo e, além da vantagem, atuou durante a etapa final com um jogador a mais. Ainda assim, permitiu que a Macaca igualasse o placar. “Eu vou ser sempre muito direto e transparente: não sei de onde surgiu que o time está incomodado com Carille ou vestiário. Ele passou as informações, passou exatamente o que aconteceria hoje. Fizemos cruzamentos pelos lados. É fácil colocar a culpa no treinador. Nós assumimos a responsabilidade e o treinador tem a confiança. Espero ter o torcedor ao lado e que entenda isso”, disse Giuliano. após o jogo. O volante Diego Pituca, que assim como Giuliano, foi um dos capitães do Peixe na Série B, também defendeu o treinador, que viveu momentos tensos com torcedores, principalmente em jogos na Vila Viva Sorte. Em setembro, o volante se manifestou pela permanência do técnico e torcia para que ele continuasse à frente da equipe em 2025. “Estamos fechados com o Carille. Ele é o nosso treinador. Ano que vem não sei o que vai acontecer. Espero que ele fique também. Estamos fechados. Assumimos a responsabilidade nas derrotas. Contra a Ponte Preta foi um jogo diferente. Tomamos um contra-ataque com um jogador a mais. Mas a responsabilidade é da gente”, defendeu Pituca. No início de outubro, depois de uma derrota para o Goiás por 3 a 1, em Goiânia, pela 30ª rodada, Carille voltou a sofrer pressão da torcida. Foi a vez do volante João Schmidt, outro dos líderes do elenco, falar a favor do treinador. “Eu acho que é um grupo, todo mundo está no mesmo barco. Entendo que todo mundo quer que a gente ganhe de goleada sempre. O Santos exige muito isso. Mas sabemos que não é um campeonato fácil. Não é fácil jogar uma Série B. Os resultados vieram até agora. Chegamos na final do Paulista, estamos brigando na parte de cima da tabela. Os resultados falam por si só”, opinou Schmidt, relembrando a campanha no Estadual, quando comissão técnica e elenco tinham apoio da torcida. Quem chega? Dos três jogadores mais experientes do grupo, Pituca e Schmidt têm contratos em vigor (o primeiro, até o final de 2027, e o outro, até o fim de 2025), enquanto Giuliano deve ter o vínculo de um ano renovado automaticamente com o acesso. Como o Alvinegro vai passar por mais uma reformulação ao final da temporada, com chegadas e saídas, a pergunta que o santista mais faz agora é: Quem será o treinador do Peixe em 2025? Entre os nomes especulados estão o do técnico Cuca, que está sem clube desde junho, quando deixou o Athletico-PR; Pedro Caixinha, treinador português demitido do Red Bull Bragantino, no final de outubro, e Renato Gaúcho, que vive má fase no Grêmio e deve deixar o clube, que ainda corre risco de rebaixamento, ao final do Brasileirão, que termina no dia 8 de dezembro.