[[legacy_image_100643]] Na apresentação de Fábio Carille para o cargo de treinador do Santos, o presidente alvinegro Andres Rueda precisou explicar a decisão de interromper o trabalho que vinha sendo executado pelo técnico Fernando Diniz. Segundo o mandatário santista, a falta de resultados foi determinante para decretar a troca de comando da equipe. Fernando Diniz foi demitido no último domingo (5), um dia depois de o Santos ser derrotado pelo Cuiabá, por 2 a 1, na Arena Pantanal, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. O resultado fez o Alvinegro amargar a sexta partida consecutiva sem vitórias. "Uma coisa é o trabalho desenvolvido em cima da equipe. No momento, eu estava contente. Era uma pessoa que gosta de trabalhar, tinha um bom ambiente, mas infelizmente os resultados não aconteceram. Eu tenho uma máxima que já comentei uma vez: trabalho é igual força x deslocamento. Não adianta nada fazer força se não deslocar a parede em um centímetro. Nesses casos, o trabalho vira zero. Mas dentro do nosso planejamento, tínhamos uma data em que o resultado precisava aparecer. Acreditávamos que era o fim do primeiro turno do Brasileiro. Isso foi analisado, achamos que o resultado estava aquém do que imaginávamos e resolvemos mudar. Muitas vezes, nessa vida, é melhor errar por ação do que omissão. A ação era provocar mudanças, mas não tem nada a ver com forma de trabalho ou crítica ao que vinha sendo feito", explicou o presidente. Volta do público Rueda também foi questionado sobre a união de 19 dos 20 clubes da Série A do Brasileirão, que só querem a volta da torcida aos estádios quando essa situação beneficiar todos os times. O Flamengo é o único clube que quer a retomada do público imediatamente. "Essa situação é mais ou menos um espelho da sociedade. Todo mundo é democrático, desde que a ideia dele seja vencedora. Entre os clubes se fala muito em união, mas na primeira oportunidade um time começa a atuar dentro do interesse próprio. Isso dificulta muito uma união. Quando você quer juntar entidades, passa, sim, pelo momento de ceder. Foi boa essa atitude do Flamengo, isso gerou uma união dos 19 clubes da Série A. Se uniram e se posicionaram muito bem. Só vai ter público quando 100% dos clubes puderem ter condições de jogar com torcida na sua cidade, se não existe desequilíbrio. Vamos tentar até o final de setembro, começo de outubro, sensibilizar as prefeituras para que liberem. Se isso não acontecer 100%, os jogos serão sem torcida", detalhou o mandatário.