[[legacy_image_18134]] Daqui a exatamente uma semana, o Santos vai escolher o presidente que comandará o clube no triênio 2021-2023, em substituição a Orlando Rollo, que se tornou mandatário depois que José Carlos Peres sofreu o impeachment. E hoje, A Tribuna conclui a série de entrevistas com os candidatos – apresentados em ordem alfabética – publicando as ideias e os projetos de Rodrigo Marino, da Chapa 5, Renova Santos. Ele, que tem o repórter Ademir Quintino como vice-presidente, foi membro do Comitê de Gestão na administração do ex-presidente Modesto Roma Júnior, mas entregou o cargo por divergências. Marino se formou técnico em contabilidade, graduou-se em administração de empresas e comércio exterior e tem um MBA em gestão estratégica de negócios. Além de Rodrigo Marino, disputam a presidência do Santos Andrés Rueda, Daniel Curi, Fernando Silva, Milton Teixeira Filho e Ricardo Agostinho. Trata-se da eleição com o maior número de candidatos na história alvinegra. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! O que o motivou a disputar a presidência do Santos? Sem dúvida, a minha motivação vem da indignação que sinto assistindo o clube ser maltratado por várias gestões. Sou uma pessoa preparada para fazer a gestão do clube no próximo triênio. Sou administrador de empresas e possuo experiência profissional em gestão em empresa multinacional há 20 anos. Sou sócio do clube há 43 anos, tenho cinco mandatos como conselheiro, conheço o clube profundamente. O Santos vive uma das mais graves crises financeiras de sua história. Quais são seus planos para administrar o clube e pagar as dívidas? O clube precisa urgentemente ser administrado de maneira empresarial, precisamos ter um orçamento adequado e, principalmente, este orçamento precisa ser cumprido. Precisamos gastar menos do que arrecadamos. Parece simples, mais fazer acontecer não é tão fácil, exige planejamento e acompanhamento periódico das contas do clube. Ao mesmo tempo, precisamos de ações assertivas que tragam ao clube novas receitas, desta maneira passaremos a ter uma situação financeira equilibrada, o que vai proporcionar uma condição de pagamento de dívidas passadas. Minha expectativa é de uma redução na ordem de 10% já no primeiro ano. Um dos grandes problemas do Santos é comprar jogadores que não pode pagar. Como você pretende lidar com essa questão? Faremos uma gestão pés no chão, contratações serão pontuais e muito bem estudadas, a categoria de base será mais importante do que nunca. Quais são seus planos para as categorias de base? Nossa gestão tratará a base duma maneira como nunca foi visto. Construiremos no primeiro semestre de 2021 uma estrutura de 1.800 metros quadrados dedicados ao desenvolvimento e formação dos Meninos da Vila. Esta estrutura será completa e moderna, teremos academia, fisioterapia, médicos, dentistas, psicólogos e até podólogos, tudo pensado para que os meninos da vila tenham a melhor condição de desenvolvimento. Promoveremos junto ao corpo técnico uma mudança de conceito, a prioridade da categoria de base será a formação e revelação de jogadores, o trabalho será medido pelo desenvolvimento dos atletas e não pelas vitórias, obviamente que as vitórias acontecerão de maneira natural. Pretende reformar a Vila Belmiro? Erguer um novo estádio? A arena é uma realidade após a apresentação do projeto da WTorre, o projeto é maravilhoso e vamos dar andamento no projeto. O torcedor santista merece um novo estádio. Como pretende resolver a questão do baixo público nos jogos do Santos na Vila Belmiro? A questão de público, pretendo resolver tratando o torcedor como cliente e não como apaixonado, é preciso melhorar as condições de conforto, alimentação e até banheiros da Vila Belmiro, além de popularizar o valor dos ingressos. Vou priorizar o estádio cheio e não o valor com bilheteria, os valores de bilheterias conseguiremos a contrapartida através de patrocínios. Como pretende aumentar o número de sócios-torcedores? Trabalharemos com profissionais renomados e com cases de sucesso neste ponto, o programa de sócios será completamente reformulado e será muito mais atrativo. Teremos também uma parceria com o clube Portuários de Santos, finalmente o associado terá um clube social para frequentar. O Santos é um time grande com receita de time médio. Como resolver isso? A questão de receita precisa ser trabalhada com muita criatividade, o clube conta com receitas ordinárias recorrentes. Através de um marketing descentralizado buscaremos aumento de receitas, principalmente com o aumento do número de sócios, venda de produtos licenciados e incremento de patrocínios. Com você, o Santos vai conquistar títulos? Faremos uma administração pés no chão, reduziremos despesas mais não deixaremos de ter time competitivo, com um detalhe, reduzindo custos, conseguiremos pagar em dia o salário dos nossos atletas. Acredito que brigaremos por títulos, sim.