[[legacy_image_258774]] O Santos teve um superávit de R\$ 16,8 milhões em 2022, segundo relatório do Conselho Fiscal (CF) apresentado em reunião do Conselho Deliberativo na noite de quarta-feira. O valor ficou bem abaixo dos R\$ 43,9 milhões de superávit registrados no primeiro ano da gestão Andres Rueda, em 2021. Durante o encontro, o dirigente ouviu críticas de conselheiros e recebeu cobranças através do parecer do CF. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Aprovado por 89% dos conselheiros que participaram da reunião em formato híbrido, presencial e virtual, o documento mostrou que a arrecadação do clube no ano passado somou R\$ 341,8 milhões, também inferior aos R\$ 406,8 milhões arrecadados em 2021. Com um endividamento de R\$ 23,4 milhões em 2022, o passivo descoberto do Alvinegro é de cerca de R\$ 404 milhões. O presidente Andres Rueda, que participou da reunião de forma virtual, foi cobrado por alguns conselheiros. Eles pediram reforços e reclamaram do desempenho do técnico Odair Hellmann à frente da equipe, que inicia mais uma temporada irregular em campo. Em resposta aos questionamentos, o dirigente disse que as críticas eram injustas e pediu “paciência” à torcida. A gestão também recebeu críticas do Conselho Fiscal, através de seu parecer. “Foi nítida a falta de planejamento, com as trocas sucessivas de técnicos e gerências esportivas, bem como gastos com a contratação de muitos atletas não qualificados, investiu-se em quantidade e não em qualidade”, aponta o órgão em um trecho do documento. A cobrança seguiu, com o CF exigindo uma participação digna do clube no Brasileirão, que terá início no próximo dia 16. “Sugerimos a contratação de profissionais com histórico e curriculum vencedor para as funções que venham a ocupar, a permanência na primeira divisão e, no mínimo, nos mantermos na zona de classificação e qualificação para os torneios mais rentáveis é um ato obrigatório de gestão”.