[[legacy_image_233705]] Pelé estreou na seleção brasileira com 16 anos, em 7 de julho de 1957, quando substituiu seu companheiro de Santos, Del Vecchio, na derrota para a Argentina, por 2 a 1, no Maracanã, com gol dele. Mas, quatro dias depois, Pelé comemorou a conquista da Copa Rocca, na vitória sobre os mesmos argentinos, por 2 a 0, com um gol dele e outro de Mazzola. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na sua primeira Copa do Mundo, em 1958, na Suécia, Pelé, com apenas 17 anos, só entrou na terceira partida do Brasil, contra a União Soviética, após ter sua escalação pedida pelos líderes do time ao técnico Vicente Feola. Contra os soviéticos, Pelé não marcou, mas o Brasil venceu por 2 a 0, com dois gols de Vavá. Contra o País de Gales, nas quartas de final, Pelé garantiu a vitória por 1 a 0. O time brasileiro foi para a semifinal contra a França e goleou por 5 a 2, com três gols de Pelé, completando o placar Vavá e Didi. O Brasil conservou a escalação anterior, que seria mudada para a final, com a entrada de Djalma Santos em lugar de De Sordi, na lateral direita. Na decisão, contra a Suécia, dona da casa, a Seleção Brasileira também fez 5 a 2, sendo dois de Pelé, dois de Vavá e outro de Zagallo. Em 1962, distensão muscular O Mundial de 1962, no Chile, tinha tudo para ser a Copa de Pelé. Ele chegou a marcar um dos gols da vitória por 2 a 0 sobre o México (o outro foi de Zagallo), na estreia do time brasileiro. Mas a Copa terminou para o Rei aos 10 minutos do primeiro tempo do empate por 0 a 0 com a Tchecoslováquia, ao sofrer uma distensão muscular. A regra de substituição ainda não existia e Pelé foi obrigado a permanecer em campo, mesmo machucado. Na sequência, porém, ele não atuou mais e o Brasil foi bicampeão do mundo. Copa da Inglaterra, em 1966Em 1966, na Inglaterra, Pelé sofreu com a violência dos adversários e com a desorganização dos dirigentes brasileiros, que erraram na montagem do grupo de jogadores. A seleção bateu a Bulgária por 2 a 0, mas perdeu da Hungria por 3 a 1 e ficou na dependência de uma vitória sobre Portugal para passar à fase seguinte. Porém, os portugueses jogaram duro, por vezes de maneira desleal, para segurar Pelé. E conseguiram. Mesmo depois de sair carregado, por duas vezes, o Rei foi obrigado a permanecer na partida, mesmo mancando (ainda não havia a regra que permitia a substituição). Portugal ganhou de 3 a 1, desclassificando o Brasil. Consagração no MéxicoEm 1970, no México, Pelé mostrou porque era Rei. Depois de enfrentar um período de desconfiança, motivada pelo ex-treinador da seleção João Saldanha, Pelé foi o comandante daquele que é considerado o maior Brasil de todos os tempos. Ao lado de Gérson, Tostão, Rivellino, Jairzinho, Clodoaldo e outros, ele deu show e protagonizou alguns dos maiores lances da história do esporte, como o drible sem tocar na bola no goleiro Mazurkiewicz, do Uruguai, e o chute do meio de campo contra a Tchecoslováquia, que por pouco não entrou. Foi um gol de Pelé, em uma linda cabeçada, que abriu o caminho para a vitória brasileira na decisão, contra a Itália, por 4 a 1. Nessa seleção, todos os jogadores do ataque eram camisas 10 em seus times: além de Pelé, do Santos, a equipe tinha Rivellino (10 no Corinthians), Tostão (10 no Cruzeiro) e Jairzinho (10 no Botafogo). Uma combinação histórica que rendeu o tricampeonato mundial à seleção e ao Rei. Pelé poderia ter disputado a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Porém, descontente com a ditadura militar que governava o Brasil, preferiu não ir. "Pediram para eu voltar para a Seleção, eu não voltei. Eu já tinha me despedido do Santos, mas eu estava bem demais. Mas o Geisel (presidente da República entre 1974 e 1979), a filha dele, veio falar comigo, para eu voltar e jogar a Copa de 74. Por um único motivo não aceitei: estava infeliz com a situação da ditadura no País. Estava preocupado com o momento. Em apoio ao País, eu recusei, pois estava muito bem e poderia jogar em alto nível", afirmou Pelé em entrevista de 2013 ao Uol.