A eliminação do Santos na Copa Sul-Americana, contra o Atlético-MG, fez o Peixe perder receitas, que vão fazer falta na quitação de salários e direitos de imagem (Pedro Souza / Atlético-MG) Os reforços de peso que o Santos contratou na última janela de transferências, como Arthur, Everton Cebolinha e Philippe Coutinho, não vão comprometer o orçamento do clube no final da temporada. Quem garante é o presidente Marcelo Teixeira. No entanto, o dirigente não descartou que possa atrasar o pagamento do elenco, já que o Peixe perdeu a oportunidade de ter mais receitas, com a eliminação na Copa Sul-Americana. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Nós temos agora vencendo a imagem (direitos de imagem, que vencem nesta segunda, 21). Não temos hoje a data correta (do pagamento). Os profissionais têm consciência da dificuldade. Os objetivos eram as novas receitas vindas de campeonatos, como a Sul-Americana, mas, de qualquer forma, o departamento financeiro estuda outras alternativas para continuarmos cumprindo com essas obrigações". Segundo Teixeira, o Santos compensou a chegada de cinco reforços nesta janela com a saída de atletas que não estavam nos planos do clube, como Zé Rafael, Mayke e Tiquinho Soares. "O planejamento, com as saídas e as entradas, foi para que pudéssemos melhorar a questão financeira. Nós não tivemos nenhum investimento na aquisição desses jogadores. Tivemos a habilidade dos profissionais do futebol, tanto dos scouts do departamento esportivo, ao mesmo tempo da comissão técnica, para encontrar o perfil desses jogadores. O orçamento será cumprido de acordo com a previsão que foi feita desde o início do ano", garantiu. "Prioridade é o Campeonato Brasileiro" Teixeira disse que havia ambição em chegar mais adiante na Copa Sul-Americana, mas que o assunto, após a queda para o Atlético-MG, é página virada. Agora, o Peixe volta o foco para a única competição que lhe resta, o Brasileirão, que sempre foi encarado como prioridade. "Nós recebemos as torcidas há um mês, um mês e meio atrás, e eles, como todos nós, falavam que a prioridade é o Campeonato Brasileiro. A alternativa de disputar uma competição internacional é ótima. O Santos precisa estar nas quatro competições (em 2027)", disse o dirigente, referindo-se ao Estadual, Brasileirão, Copa do Brasil e uma competição sul-americana. O presidente do Santos destacou a reação do time no Brasileirão, com quatro vitórias fora de casa, algo que não acontecia desde 1984, e a arrancada do Alvinegro na tabela. Há pouco mais de um mês, a equipe figurava na zona de rebaixamento e, hoje, é a oitava colocada, próxima da zona de classificação à Libertadores. "A gente acompanhava o Santos embaixo da tabela. Ontem (domingo), eu não tive tanta preocupação de ver os adversários. Nos últimos tempos, a gente só via tabela e resultado dos adversários para ficar longe da zona de rebaixamento. Isso já mostra que o Santos está no caminho certo". Primeira meta: 45 pontos Apesar da empolgação, Teixeira lembrou que o Alvinegro ainda não atingiu os 45 pontos, número que geralmente livra um time do descenso no Brasileirão. "A perspectiva, primeiro, é alcançarmos os 45 pontos. Nós começamos a ter sonhos aonde eles não são ainda possíveis. Você pode ter traçado algo que venha com as consequências dessas partidas e dos resultados, mas nós temos jogos difíceis, tanto em casa quanto fora". Com mais 11 jogos a disputar no Brasileirão, cinco deles em casa (Flamengo, Bahia, Palmeiras, Grêmio e Botafogo), Teixeira não descartou fazer mais um ou dois jogos na Capital, para atender a torcida santista na Grande São Paulo. O MorumBis é a primeira opção do Peixe, pelo acordo que o clube mantém com o Tricolor.