Com dez títulos na carreira, Rodinei voltou da Grécia com a expectativa de ser campeão no Santos (Raul Baretta/Santos FC) O lateral-direito Rodinei deixou uma ótima impressão aos torcedores, nos dois jogos em que atuou pelo Santos, nas vitórias sobre o Atlético-MG, no jogo de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana, e contra o Cruzeiro, sábado, pelo Brasileirão. Fora das quatro linhas, o jogador proporcionou momentos de descontração, na entrevista de apresentação, segunda, na Vila Belmiro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Apontado como "jogador resenha", Rodinei acredita que ficou marcado negativamente pelo estilo descontraído. Mas, aos 34 anos, ele não se importa mais com as opiniões alheias. E garante que não vai mudar. "Agora já não estou nem aí, já sofri muito com isso. É o resenha, o que só brinca. Eu sei o vencedor que sou, o que conquistei. Fui para Europa e fui vencedor. Não posso ser outra pessoa. Gosto de brincar, deixar o clima leve. Mas dentro de campo não tem risadinha e brincadeira. São anos de trabalho e sacrifício. As pessoas tão querendo tirar o sorriso do meu rosto. Minhas filhas são como eu, elas gostam de brincar", disse Rodinei. Dando um exemplo do astral que sempre o caracterizou, Rodinei brincou que poderia perder o armário do vestiário da Vila para o meia Philippe Coutinho. "Essa questão do armário... Se for para perder o armário pro Coutinho, não tem problema. Vai sobrar pro Lima", disse o lateral, arrancando risos na sala de imprensa. Para Rodinei, não importa a forma como ele age e se comporta no dia a dia. A sua avaliação, pede, tem que ser feita com o desempenho e profissionalismo dentro de campo. "As pessoas têm que julgar o que faço dentro de campo. Não posso fechar a cara e mandar as pessoas para aquele lugar, porque não sou essa pessoa. As pessoas demoraram a entender que têm que me cobrar pelo que faço dentro de campo. Peço desculpas pelo tom de falar, que não estou nem aí. Lá atrás sofri com isso. Agora boto a alegria para fora. Se a fase está ruim, não vou ficar brincando. Mas meu jeito é esse". Energia para ser campeão Com seis títulos pelo Flamengo, entre Libertadores, Brasileirão, Copa do Brasil e Campeonato Carioca, e quatro no Olympiacos, incluindo o da Conference League, terceiro título mais importante do futebol europeu, Rodinei é pé quente. E acredita que quando a energia no clube é boa, a possibilidade de ser campeão aumenta. Com a chance de levantar a Copa Sul-Americana, isso pode ser uma boa notícia para o torcedor santista, que não grita "é campeão" há 10 anos. "Eu sou um jogador que acredita em energia. Onde ganhei, a energia estava boa. Ganhei com Flamengo, com o Olympiacos, batemos na trave com o Inter, no Brasileiro. Todos que me conhecem sabem o quanto eu trabalho. A resenha no vestiário fica entre a gente e no campo, damos a vida. Estou feliz pelo que estou vivendo aqui e poder compartilhar vestiário com Neymar, Gabi, Arão, meus amigos". Destacando o ótimo ambiente no Alvinegro, Rodinei também falou sobre a felicidade de jogar ao lado de Coutinho, jogador que ele admirava em seus tempos de Flamengo. "Poder jogar do lado do mágico Coutinho é mais um sonho realizado na minha vida. Sou um garoto que, como a maioria dos jogadores, crescem sem perspectiva, sou do interior de São Paulo, de Tatuí. Poder vestir a camisa do Santos e jogar do lado do Coutinho é uma honra. Me encontrei com ele no Rio de Janeiro, num futevôlei, pedi para tirar uma foto, porque era fã. E quando menos esperava, estou ao lado dele numa coletiva. Estou muito feliz com a chegada dele e tenho certeza que ele será feliz".