Policiais militares e civis acompanham o protesto dos torcedores (Régis Querino/AT) Centenas de membros da Torcida Jovem e outros torcedores do Santos estão protestando em frente à Vila Belmiro, na noite desta segunda (18), no início da votação do Conselho Deliberativo do novo estatuto do Santos. Policiais militares e civis acompanham o protesto dos torcedores, que soltam bombas e gritam palavras de ordem contra a gestão de Marcelo Teixeira e os conselheiros. Algumas emendas polêmicas, que podem interferir no processo eleitoral do Alvinegro, geraram polêmica com opositores da atual gestão e torcedores. Eles acusam a gestão de tentar dar um golpe e se perpetuar no poder do clube. Ao som da bateria da Jovem, os torcedores gritavam palavras de ordem: "Conselho, preste atenção, muito respeito com a camisa do Peixão". "Tá de brincadeira, esse conselho é a mamata do Teixeira", em referência ao presidente santista. "Se o conselho aprovar, ole, ole, ola, o pau vai quebrar". A reunião Como as emendas serão votadas uma a uma e meia noite é o prazo previsto no estatuto para a duração das sessões do CD, a reunião deve se estender por alguns dias, já que os mais de 200 conselheiros vão votar 89 emendas apresentadas para os 105 artigos do estatuto. Como o Santos joga nesta quarta (20), às 19 horas, na Vila Belmiro, pela quinta rodada da Copa Sul-Americana, e a Conmebol exige a entrega do estádio 24 horas antes da realização da partida, o clube também não poderá realizar sessões do CD nestas terça (19) e quarta (20). Caso necessário, a votação do novo estatuto será retomada na quinta (21). Emendas polêmicas Tendo como premissa a mudança do estatuto para que o Santos possa se transformar em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), a votação ganhou peso com a apresentação de dezenas de emendas que podem, por exemplo, interferir no processo eleitoral do Alvinegro. Uma emenda que gera polêmica é a que prevê que o candidato a presidente tenha cumprido mandatos no CD. O estatuto atual não exige que os postulantes tenham mandato no conselho, mas entre as propostas, duas determinam isso: uma exige dois mandatos e a outra, um mandato. Uma terceira emenda mantém o que está previsto no atual estatuto. Para ser aprovada, cada emenda deve ter maioria simples na votação dos conselheiros. Encerrada a votação pelo CD, o presidente do órgão, Fernando Akaoui, tem até 30 dias para convocar a Assembleia Geral de Sócios. No pleito dos associados, a mudança do estatuto será votada em bloco, ou seja, sim ou não para todas as mudanças numa única votação. A aprovação do estatuto só é ratificada se aprovada por dois terços do total de sócios votantes.