O presidente Marcelo Teixeira acredita que a proposta do governo Lula, de acabar com as bets, precisa ser discutida com clubes e entidades que comandam o futebol. O mandatário santista frisou que os clubes têm contratos em vigência com as bets, que precisam ser cumpridos, acredita que é possível fazer campanhas de conscientização sobre os riscos do vício em apostas e vê caráter "eleitoreiro" na iniciativa. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Conversamos essa semana com a CBF sobre isso, porque acho que deve haver uma participação de todos, clubes, entidades, federação, CBF. Medidas que sejam adotadas pelo governo, nós respeitamos, mas acredito que elas devam ser tomadas de uma forma planejada, não interromper algo que hoje tem vigência. Os clubes devem respeitar esses contratos. No futebol, você tem envolvimento com bebidas, tabaco, outros tipos de jogos. Então, nós temos que ter um equilíbrio nessas decisões", disse Teixeira, após o evento de lançamento do Instituto Leão do Mar, no CT Rei Pelé. O presidente do Santos acredita que o assunto pode ser abordado em campanhas direcionadas, inclusive para crianças e adolescentes. Mas classificou a proposta como eleitoreira, já que foi encampada no discurso do presidente Lula, candidato à reeleição. "Eu vou até me atrever, acho que o que está acontecendo nesse assunto é muito eleitoreiro, é uma situação que querem se aproveitar desse momento, em véspera de eleição. Para se adotar medidas que sejam justas, corretas, melhores para o futebol, acho que têm que ser discutidas com aqueles que estão envolvidos, no caso, os clubes de futebol. A gente não pode interromper bruscamente contratos em vigência, por questões que ainda não estão muito claras". Com patrocínio master da Novibet até 2029, o presidente santista disse diversas vezes que os contratos em vigor precisam ser respeitados. "Hoje isso dá uma interferência direta na formação, na educação de crianças, de adolescentes, pode até acontecer, pode ser até que a gente tenha um aumento de pessoas que estejam se envolvendo em jogos. Mas acho que a gente tem situações preventivas, a própria cultura, pode preparar campanhas que possam melhorar essa situação, com vistas a não interromper, de uma forma muito radical, os contratos que estão em vigência".