[[legacy_image_284052]] Apresentado nesta quarta-feira (26) pelo Santos em contrato de dois anos, o atacante Julio Furch está mais do que disposto a estrear o quanto antes. A primeira partida do argentino, que estava no Atlas, do México, pode acontecer justamente quando ele completa 34 anos: sábado (29), às 16 horas, contra o Fluminense, no Maracanã, pelo Brasileirão. O clube ainda aguarda que o nome dele apareça no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF. "Minha adaptação no México foi muito rápida. Espero que aqui seja igual. Se puder jogar no sábado, espero estar pronto, tendo a confiança dos companheiros e da comissão técnica", afirma o atacante, que herdou a camisa 11 que era de Ângelo, vendido para o Chelsea, da Inglaterra. "Joguei no Veracruz (do México) e fui muito bem com esse número", emenda. Furch indica que se sente bem fisicamente, por ter feito toda a pré-temporada no México - o torneio no país estava em andamento. "Venho sem lesões graves, são os primeiros dias com meus companheiros e vou conhecendo a posição de cada um. Espero que no sábado possa ajudá-los. Creio que vá ser uma boa partida. Na anterior (empate por 2 a 2 com o Botafogo, na Vila Belmiro, no último domingo), faltou um pouquinho para conseguirmos a vitória contra uma grande equipe", comenta. Características e comemoração O argentino elogiou o conhecimento do técnico Paulo Turra sobre seu futebol. "Primeiro, agradeço pela confiança dele, que falou muito comigo nesses dias e sabe bem de minha qualidade e o que posso acrescentar à equipe. Me dá confiança porque me conhece. Se vou jogar ou não, ele não me disse, mas sabe que estou preparado caso queira", conta, comentando suas características. "Fico com a bola, apareço na bola aérea tanto na defesa quanto no ataque, mas por baixo gosto muito de jogar, sempre com a equipe. Me sinto muito inteligente para me mover, criar espaços, estar dentro da área e também terminar a jogada, o que é importante para um atacante: ter oportunidades e fazer gols", emenda. Além de não ter dúvida sobre a escolha pelo Santos, em razão da história do clube e pela própria cidade, considerada tranquila por ele, com praia, e por ser no Brasil, perto da Argentina, seu país natal, o atacante espera comemorar seus gols usando sua marca: um 3 que também é um E. O número representa a quantidade de integrantes da família (ele, a esposa e a filha). E ele se transforma na letra, inicial de sua filha Emilia. "Os gols são dedicados a ela, mas como minha esposa está grávida de um menino quero comemorar com a bola por baixo da camisa", projeta.