Neymar e Ganso (na foto, juntos do atacante André) foram peças importantes do Santos do início da década de 2010 (Fernanda Luz/AT/Arquivo) Os nomes de Neymar e Paulo Henrique Ganso, por muito tempo, foram citados pelos torcedores do Santos como algo único, indivisível. São frutos de uma geração do Peixe que encantou o País e conquistou a América em 2011. Neste domingo (13), quando Fluminense e Santos se enfrentam a partir das 19h30, pela terceira rodada do Brasileirão, no Maracanã, os dois estarão em lados opostos, algo que não acontece em campos brasileiros desde 2013. Na ocasião, Neymar estava quase de saída para o Barcelona, enquanto Ganso defendia o São Paulo, clube para onde seguiu após uma saída conturbada da Vila Belmiro. A partida foi pela quinta rodada do Paulistão, em que o Peixe venceu por 3 a 1, com um gol e uma assistência do atual camisa 10 do Alvinegro. A mesma camisa 10 que foi usada por Ganso no auge daquele Santos comandado por Dorival Júnior e, posteriormente, por Muricy Ramalho. Neymar jogava com a 11, e não havia problema nisso. Juntos, estrelaram campanhas publicitárias, viveram a expectativa pela convocação para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. E fizeram ponta em programas de TV, como Malhação. Mas, principalmente, eram amigos fraternais, quase irmãos - tanto que Ganso é padrinho de Davi Lucca, primeiro filho de Neymar com Carol Dantas. Embora Ganso tenha admitido, em entrevista de 2023 ao Sportv, que houve um distanciamento grande entre os dois, é inegável que ver os dois em campo, ainda que de lados distintos, vai ter um quê de nostalgia para o torcedor do Peixe.