O técnico Pedro Caixinha aguarda a chegada de reforços, principalmente para o meio e o ataque (Vanessa Rodrigues/AT) O técnico Pedro Caixinha reconheceu a superioridade do Palmeiras no clássico desta quarta (22), na Vila Belmiro, mas quer uma reação imediata do time na próxima rodada, neste sábado (25), às 18h30, contra o Velo Clube, em Rio Claro, pela quarta rodada do Paulistão. Para isso, ele vai ter que lidar com a pressão da torcida, que cobrou o time após a derrota para o rival. "Temos que procurar soluções dentro do campo e já no próximo jogo dar uma resposta. As equipes grandes vencem essencialmente quando são postas à derrota. Independentemente das condições de recuperação, temos que ser seriamente competitivos para ganhar o próximo jogo”, disse Caixinha. Em menos de um mês no comando da equipe, o treinador português conheceu a impaciência da torcida, que não perdoou o fato de o time levar a virada nos acréscimos do clássico. “Não quero ligação com o passado, quero cortar. Ligação da tribuna (arquibancada) com o campo, a equipe ansiosa, presa, receosa… Isso notou-se no nosso jogar de alguns atletas, que sentem muito essa pressão. Estou aqui para apoiá-los. Acredito muito nesse projeto. Representar o Santos e sair daqui com derrota no último minuto é muito triste. Acreditem que vamos colocar o Santos onde merece. Precisamos de tempo, do esforço para outras opções na nossa equipe”. Reforços Para que o time dê, em campo, as respostas que Caixinha quer, o elenco precisa ganhar novas peças, principalmente para o setor de criação no meio de campo e no ataque. Thaciano, que iniciou o jogo contra o Palmeiras na meia, saiu aos 17 minutos do primeiro tempo após sentir um incômodo na coxa esquerda. Wendel Silva e Lucas Braga, opções para o setor ofensivo, não vem correspondendo em campo. “No meio-campo temos praticamente três jogadores. E depois precisamos avaliar a posição de 9. Começamos com o Luca, de 17 anos, sentiu muito e é muito mais que aquilo. Sentimos muito mais do Wendel, não nos deu essa garantia. Temos praticamente as posições claras. Extremos, muita necessidade no meio-campo e na parte central do ataque”, enumerou. Apesar de ter Tiquinho treinando junto com o elenco, o atacante ainda não foi anunciado oficialmente pelo Santos. E Caixinha ainda não sabe se poderá contar com o veterano goleador contra o Velo Clube. “Temos o Tiquinho e podemos ter mais uma ou duas peças. Um dessa função e um que pode fazer por dentro e por fora. Esperamos que isso aconteça. Há questões burocráticas que nos ultrapassam na questão do Tiquinho. Não temos o controle. Trabalhamos nisso todos os dias, o jogador quer participar. O técnico também falou sobre o atacante argentino Barreal, que também está em Santos, mas é outro que não foi anunciado pelo clube. “O Álvaro (Barreal) foi submetido a uma cirurgia dupla de hérnia inguinal. Faltam mais uns dez dias para trabalhar com o grupo. Está no final da recuperação. Quando isso acontecer, será uma opção para jogar por fora e faz todo triângulo pela esquerda. O conhecimento que temos dele, intensidade, garra argentina. Faz três funções”.