[[legacy_image_280031]] O treinador do Santos, Paulo Turra, que foi expulso na vitória por 4 a 3 sobre o Goiás, neste domingo (9), pela 14ª rodada do Brasileirão, na Vila Belmiro, preferiu não entrar em dividida com a arbitragem comandada pelo carioca Bruno Arleu de Araújo. Ao invés disso, preferiu enaltecer a “resiliência” do grupo santista, que pôs fim a um jejum de 12 jogos sem vitória. “Não comemorei no campo, mas comemoramos muito no vestiário. E é um sinal de resiliência desse grupo. Todo esse processo do Santos não vem de ontem, e, quem está aqui, tem que ser muito resiliente. Demos um primeiro passo. Estou há 14 dias trabalhando e, vale ressaltar, num contexto que vai além do campo. Temos que nos preocupar com o todo, para dar o caminho a eles com e sem a bola. Não é uma situação (que se muda) num estalar de dedos, mas temos muita convicção no trabalho”, afirmou o treinador, durante a coletiva pós-jogo. Ele evitou comentar a queixa da direção do Goiás contra a arbitragem, classificada como numa “tarde desastrosa”, por conta do pênalti que resultou no gol da vitória do Peixe. “Pedi desculpa (à arbitragem) pela minha atitude, no momento em que tomamos o gol. Elogiei como pessoas, e não ao trabalho deles. Isso não cabe a mim. Sobre o Goiás, não cabe a mim responder. Tenho que ressaltar o nosso trabalho. Fizemos um jogo consistente e encerramos uma série incômoda. O Goiás que se preocupe com o que tem que fazer”, sintetiza. O comandante santista também destacou a mudança de postura do elenco, após o incremento nos treinamentos e até alteração no regime de concentração antes dos jogos. “Não é fácil uma equipe, da forma como iniciamos o primeiro tempo, aguentar a pressão e a intensidade que imprimimos com e sem a bola. É normal que baixe um pouco. Mas temos algumas métricas que eram baixas para um clube com o padrão do Santos. Por isso, essa semana, treinamos em dois turnos. Semana que vem será a mesma coisa, e concentrando dois dias antes. Para que os jogadores possam se recuperar porque, nos treinos, estamos elevando o sarrafo. O adversário teve mais posse (63% a 47%). Mas, mesmo assim, estávamos bem postados”. Turra ainda deixou um recado ao grupo. “Não posso me equivaler a equipes inferiores. Tenho, sim ,que buscar o Santo lá em cima. Quem não se enquadrar, está fora”. ReforçoPaulo Turra também não quis confirmar a contratação do lateral Dodô, que até já se despediu do Atlético/MG, mas o elogiou bastante. “Tem uma história bonita no Santos, foi vice-campeão da Libertadores (em 2020). É um vencedor, tem um grande caráter. Caso se concretize, será muito bem-vindo”.