Paulo Bracks vai fazer diagnósticos de cada área para definir um plano de reestruturação do Santos (Bruno Vaz/Santos FC) As categorias de base vão merecer atenção especial do novo diretor-executivo do Santos, Paulo Bracks, apresentado nesta quinta (27) na Vila Belmiro. Contratado para gerenciar e integrar todos os departamentos do Alvinegro, o dirigente falou sobre a importância de aperfeiçoar o trabalho de formação de novos atletas. "Base sempre foi a menina dos olhos. Vai ser uma imersão minha grande dentro da base, dar condições para os atletas performarem aqui dentro. Quando eu vejo o JP Chermont, quase um sub-18, atuando da forma como atua, conquistando espaço, a gente quer mais. As últimas grandes vendas do futebol brasileiro são do Santos. Geração do Robinho, Neymar e Rodrygo. Produzir mais, mas com trabalho", disse Bracks. Ele também citou jogadores que ajudou a formar em trabalhos anteriores, nos clubes pelos quais passou. "O Vitor Roque no América-MG, Artur, que hoje está na Alemanha. No Vasco, Andrei, Gabriel Pec. O trabalho com atleta de base exige mais dedicação. Identificar o jogador, análise individual, específico de desempenho. Trabalho invisível aos olhos do torcedor, mas muito gratificante." Medidas e definição de um norte O dirigente santista, que no organograma do clube ficará abaixo apenas do presidente Marcelo Teixeira e dos outros membros do Comitê de Gestão, disse que determinados assuntos serão discutidos internamente. E que pretende traçar as diretrizes para todos os departamentos do clube. "Na linha executiva, sim, a palavra final será minha, mas hoje eu tenho o Comitê de Gestão e o presidente para as tomadas de decisões (no futebol profissional). Todo clube costuma ter muitos funcionários, colaboradores. Falta um norte, uma organização e coordenação. Esse será meu papel. Vou coordenar tudo isso. Clube precisa de profissionalismo para que a gente faça um trabalho coletivo. Mas o clube está acima de todos." Paulo Bracks vai trabalhar para diagnosticar as necessidades e definir as ações para cada área. E quer ver a torcida jogando junto com o clube neste processo de reestruturação. "Algumas questões no clube já me chamaram atenção, mas vou tratar internamente. Dentro dos diagnósticos, vou passar plano de ação. Tem medidas de curto, médio e longo prazo. Além da força da camisa, da estrutura do CT, da estrutura do estádio, das pessoas, da cobertura do clube, vou viver essa cidade. Isso é positivo, ajuda. A torcida precisa estar junto. Se tiver contra, será complicado. Eu nunca ganhei jogando contra o Santos. Abraçar o momento do clube e remar todos para a mesma direção, para a gente voltar de onde não deveríamos ter saído. Estou feliz e animado."