[[legacy_image_341809]] Contratado no final de janeiro e anunciado no fim de fevereiro, o goleiro Gabriel Brazão finalmente foi apresentado na tarde desta quarta (13) na Vila Belmiro. Contratado junto à Internazionale de Milão, da Itália, o arqueiro de 23 anos disse que reencontrou a felicidade ao chegar ao Santos e, apesar de ter atuado pouco na Europa, afirmou que a bagagem adquirida nos cinco anos no Velho Continente pode ajudar o clube. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Apesar de ter saído do Brasil muito cedo, aos 18 anos, em 2019, quando foi negociado pelo Cruzeiro com o Parma, da Itália, Brazão pouco atuou em seus cinco anos na Europa. Foram apenas 11 jogos, somando as passagens por Parma, Inter de Milão, Spal e Ternana, da Itália, e Albacete e Real Oviedo, da Espanha. Segundo o atleta, que foi destaque nas seleções brasileiras de base, as lesões no joelho prejudicaram o seu desempenho em solo europeu. Momento em que contou com o apoio de familiares e profissionais para seguir na carreira. "Foi um momento bem difícil na minha carreira. Fiz três cirurgias em nove meses. Tenho que agradecer pessoas cruciais como minha esposa, família, meu fisioterapeuta, meu médico. Foi um momento que aprendi e amadureci, tanto como jogador quanto como pessoa. Me sinto mais rápido, mais preparado do que antes das lesões", garantiu. Aprendizado no Velho ContinenteApesar de pouco ter atuado na Europa, Brazão acredita que conseguiu evoluir taticamente, já que ele teve a oportunidade de treinar e jogar com grandes técnicos e jogadores, em campeonatos distintos. "Aprendi muito. Futebol italiano é muito tático, defensivo. Tive grandes treinadores, aprendi muito com o professor Inzaghi. Treinei com grandes jogadores, futebol não é só chegar e jogar. Taticamente aprendi muito e, hoje, consigo ajudar os companheiros por ter essa visão mais tática". Qualidades e característicasQuestionado sobre suas características, Brazão destacou suas principais qualidades embaixo e fora da meta. "Eu evoluí bastante na Europa com a saída do gol, jogo com os pés. Minha maior valência é o um contra um, sempre fui um goleiro pegador de pênalti. O que me ajudou muito foi a personalidade em campo, ser um goleiro arrojado". Reencontro da felicidadeGabriel Brazão frisou, em alguns momentos da entrevista, que ficou empolgado quando o Santos mostrou interesse em repatriá-lo. E que a vinda para o Alvinegro o fez reencontrar a felicidade. "O Santos é um dos maiores do mundo, clube do Pelé, do Neymar. Isso pesou bastante. Eu estava precisando buscar a felicidade, fazia tempo que não me encontrava assim. Mexeu comigo e estou feliz de estar aqui. Vivi culturas, jogos diferentes. Na Itália é mais tático, na Espanha é mais posse de bola. Posso agregar isso aos meus companheirosesomar".