[[legacy_image_149111]] O Santos já se prepara para enfrentar o São Bernardo, quinta-feira (10), às 19 horas, na Vila Belmiro, pela 5ª rodada do Paulistão. E um dos objetivos da comissão técnica alvinegra para essa partida é reduzir o número de vezes que os adversários exigem defesas do goleiro João Paulo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo levantamento feito por A Tribuna, nos quatro primeiros compromissos do Estadual, o Santos sofreu o total de 65 finalizações. Isso representa uma média de 16,2 chutes contra a sua meta por partida. Dessas 65 conclusões, João Paulo realizou 21 defesas. Assim, o camisa 34 tem feito 5,2 intervenções por compromisso, sendo que algumas dessas foram verdadeiros milagres. A título de comparação, nesses primeiros quatro duelos do Paulistão, o Santos finalizou 29 vezes em direção ao gol e somente nove foram defendidas pelos goleiros adversários. Ou seja, o número de defesas feitas por João Paulo está próximo do número de chutes que a equipe deu no campeonato. Desprotegido Por se tratar de um time montado por Fábio Carille, os números defensivos saltam aos olhos e preocupam o torcedor. E o treinador, que tem como principal característica a organização defensiva, reconhece que, exceto na vitória contra o Corinthians, o time tem deixado a desejar. "É inicio de trabalho, com um sistema diferente do ano passado. Nesta temporada estamos atuando com a linha de quatro. Contra o Corinthians a gente conseguiu bloquear essa jogada, que são os chutes de longa distância, mas hoje (último domingo) o João Paulo realmente ficou desprotegido. Deixamos a desejar em relação a isso. Faltou uma disputa melhor naquelas bolas que não têm dono. Todas as divididas ficaram com o Guarani. A gente tinha trabalhado, tinha conversado, mas não funcionou. Apesar disso, por ser o quarto jogo da temporada, acredito que estamos numa crescente", falou o treinador em entrevista coletiva após o empate por 1 a 1 com o Guarani. A falta de proteção citada por Carille pode estar diretamente vinculada à ausência de um volante com fortes características de marcação no meio-campo. Apesar de contar, mas pouco utilizar Vinícius Balieiro, o Santos não repôs a saída de Alison, vendido no ano passado para o Al-Hazem, da Arábia Saudita, e Carille tem tentado sanar o problema improvisando Camacho - um segundo volante - como esse cão de guarda do setor. Contudo, o meio-campista, auxiliado por Vinícius Zanocelo, não tem correspondido na função, e isso tem estourado no goleiro João Paulo, que em quatro rodadas foi eleito três vezes o melhor jogador do Santos em campo.