[[legacy_image_8956]] Ao dar início à passagem pelo Santos, Paulo Autuori terá contato direto com o técnico Jorge Sampaoli. Os dois ainda não conversaram sobre a relação que terão na Vila Belmiro, mas certamente poderão relembrar o período em que eram rivais no futebol peruano, no início dos anos 2000. “Tivemos várias conversas (ele e o presidente). Recebi o convite, sentamos e conversamos pela convergência. Muito fácil aceitar estar no Santos, mas é preciso haver convergência de ideias. Enfrentei o Sampaoli como treinador. Eu no Sporting Cristal e ele no Sporting Boys e depois no Coronel Bolognese. Tivemos embates. Nós sabemos o que desejamos. Acima de tudo é paz e tranquilidade. Só entendo o futebol como harmonia. Não gosto de conflito. A grande arma do ser humano é o diálogo", falou Autuori. O presidente do Santos, José Carlos Peres, aproveitou o momento para explicar os motivos que o fizeram buscar Autuori para o cargo de dirigente. "Não tenho a qualificação de um Paulo Autuori para ser diretor de futebol. Fiz há meses, mas é muito cansativo. Dormia quatro ou cinco horas por dia para tentar fazer alguma coisa. O que ele faz em sete horas de trabalho, eu faço em 14. E, às vezes, nem consigo. Eram muitas funções para executar. Eu não tinha tempo nem conhecimento necessários”, contou o mandatário.