[[legacy_image_5850]] Desde a saída da argentina e goleadora nata Sole Jaimes, em janeiro do ano passado, e, posteriormente, da jovem promessa paraguaia Jessica Martínez, em novembro, as Sereias da Vila não contavam com jogadoras estrangeiras em seu elenco. Mas o Santos foi rápido na 'reposição' de gringas e, este ano, contratou a atacante venezuelana Paola Villamizar e a meia chilena Claudia Soto. Os dois reforços para a temporada 2019 chegam ao clube da Vila após duas passagens por equipes brasileiras: o Audax e o 3B, do Amazonas. Portanto, está será a terceira vez que atuarão juntas em suas carreiras, sendo as três oportunidades no futebol brasileiro. Apesar de já estarem treinando com o grupo santista há um pouco, elas só foram anunciadas pelo Peixe no fim da última semana. "Para mim, é um orgulho jogar com a Claudia. É um privilégio. Ela é uma excelente jogadora", confessou Paola em conversa com a Tribuna On-Line. A venezuelana é a primeira jogadora de seu país a representar o Santos, assim como Yeferson Soteldo foi o pioneiro neste sentido só que se tratando de atletas homens. "Vestir essas cores é algo extraordinário para mim. Vou suar essa camisa como se fosse a da Venezuela. Tenho muito a oferecer e vou dar meu máximo aqui, entregar tudo de mim para ajudar minhas companheiras de time e o corpo técnico para conseguirmos os objetivos que temos este ano", falou a atacante, que já se sente ambientada no Santos. Ela comentou sobre a também a recepção que teve por parte das demais jogadoras e comissão técnica e citou a conquista de títulos: "Me sinto grata por eles terem me dado a mão. Estou muito feliz com os objetivos e sonhos que temos, que é ganhar as competições que vamos jogar. E sei que vamos conseguir. Estamos trabalhando para isso. Então, vamos seguir devagar e com calma, que tudo sairá bem". A meio-campista Claudia reforçou a ambição por troféus esta temporada mencionada por Paola. "Eu escolhi vir para o Santos para ganhar tudo o que vamos competir este ano, e espero que assim seja. Quero conseguir muitos títulos enquanto tiver a oportunidade de jogar neste grande time", afirmou. A chilena também falou sobre poder jogar novamente com a venezuelana e destacou o talento da colega de equipe: "Paola é uma grande jogadora. Tenho certeza que, este ano, ela fará muito em campo e será uma grande surpresa no Campeonato Brasileiro". Futebol feminino brasileiro Ainda que o cenário do futebol feminino brasileiro esteja longe de ser o ideal, a modalidade praticada aqui tem muitas vantagens em relação a outros países da América do Sul. Ambientadas ao país, Claudia e Paola destacaram as principais diferenças entre o esporte no Brasil e no lugar de onde vêm. "A primeira coisa é que o futebol feminino aqui no Brasil é profissional, e no Chile ainda não é. Só algumas jogadoras têm contrato. E o nível é muito melhor aqui", expôs Soto. Villamizar concordou e acrescentou: "O nível brasileiro é diferenciado. É bastante desenvolvido em relação à Venezuela". Emily Lima e primeiros trabalhos Claudia confessou que poder aprender com a técnica Emily Lima foi um dos fatores que a fizeram decidir ir para o Santos. "Os trabalhos com a Emily tem sido geniais. Estou aprendendo muitas coisas. Sei que com ela vou melhorar muito, e os primeiros treinos têm sido bastante fortes, intensos", disse. "Estou me adaptando pouco a pouco ao que a professora quer e ao que ela espera de mim", complementou a meia, que tem um estilo de jogo mais técnico. "Emily é uma excelente treinadora. Admiro sua confiança, sua segurança. Sua entrega dentro de campo é 100%. Não tenho palavras, só respeito. Sou grata pela oportunidade que ela me deu", disse também Paola.