Zé Rafael recebeu a camisa 6 de Abel Verônico, um dos ídolos eternos do Peixe (Raul Baretta/Santos FC) Sem jogar desde novembro do ano passado, quando fez o último jogo pelo Palmeiras, na reta final do Brasileirão, o volante Zé Rafael chegou a colocar a carreira em xeque, após sofrer com um problema crônico nas costas. Decidido a parar de jogar caso não encontrasse uma solução para as dores insuportáveis que sentia, o jogador se mostrou aliviado após ser submetido, com sucesso, a cirurgia na coluna, em fevereiro. E projeta, confiante, a retomada da carreira e dos dias de glória do Alvinegro. “Quando eu voltei esse ano, eu já tinha conversado com os médicos e falei que, se tivesse que passar pelo mesmo ano com as mesmas dores, pararia de jogar. Era uma dor insuportável, que me limitava muito, apesar de esconder muitas vezes. Era algo que me limitava muito, não apenas durante os treinos e jogos. O pior problema era conviver com a dor 24 horas. Isso mexeu muito com a minha parte psicológica. Ano passado foi extremamente desgastante. Depois da cirurgia, é vida nova”, disse Zé Rafael nesta sexta (9), na apresentação oficial na Vila Belmiro. O novo camisa 6 santista, que assinou contrato até o final de 2027, sabe que terá um caminho a percorrer para recuperar a boa forma, após mais de cinco meses sem entrar em campo para um jogo oficial. Liberado para treinar com o time esta semana, ele deve ser relacionado e jogar alguns minutos contra o Ceará, na segunda (12), às 20 horas, no Allianz Parque, em São Paulo, pela oitava rodada do Brasileirão. “O ano passado foi muito complicado, sofrido. Muita gente não sabia o que acontecia, nem eu sabia que era tão grave. Nunca estamos 100%, mas essa lesão atrapalhou demais durante o ano. Foi o ano que menos joguei em tempo e jogos. Mas ficou para trás. A cirurgia foi um recomeço, hoje estou 100% sem dor. É recondicionamento, parte técnica e tática. Foram meses fora dos gramados, isso faz diferença enorme. A gente sente isso depois das férias, com um mês, imagina com quatro ou cinco meses. Necessita um tempinho de paciência, recondicionamento, mas não vai ser problema para mim. Sempre me dediquei muito. Não é idade ou cirurgia que me farão perder as características. Vou dar meu melhor para ajudar o Santos”. Fazer o santista voltar a sorrir Dedicado a retomar a carreira, após o período difícil que atravessou durante a recuperação, Zé Rafael também quer colaborar na reconstrução do Santos, que vive um dos piores períodos de sua história. Apesar da distância que o time tem hoje de alguns rivais do futebol brasileiro, o volante de 31 anos acredita que o Peixe também pode, com muito trabalho, voltar aos dias de glória. “A nossa equipe tem bons jogadores, caras dedicados para alcançar os títulos. A gente às vezes esquece o quão competitivo é o nosso futebol, só uma equipe ganha por ano. É muito difícil ganhar, construir o que foi construído anos atrás. Vamos nos preparar, mudar algumas coisas, como mentalidade, forma de trabalhar e se adequar, fazendo o que os campeões fazem, abrindo mão de algumas coisas. Requer sacrifício diferente. Nossa equipe está disposta a pagar, mas falta um pouco para virar essa chave. Em breve vamos colher frutos, a torcida santista voltará a sorrir e comemorar títulos, se Deus quiser”.