[[legacy_image_285883]] Com o verbo ajudar na ponta da língua, o zagueiro João Basso foi apresentado nesta quinta-feira (3) pelo Santos. O jogador, de 26 anos, assinou contrato até o fim de 2026, teve seu nome inscrito no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF na terça-feira (1) e, assim, tem condições de estrear contra o Athletico/PR, sábado (5), às 16 horas, pelo Brasileirão, na Vila Belmiro ainda sem torcida. E não se trata apenas desse espírito colaborativo, segundo ele. "Consigo ter uma boa leitura de jogo, que é um aspecto importante meu. Tenho boa liderança, gosto de falar bastante, orientar e ajudar. Foi para isso que eu vim para cá: para ajudar a equipe", afirma. Em meio a essas características, Basso só não quer ser chamado de salvador da zaga. "Sou uma pessoa que veio para ajudar em um grupo bem qualificado e não para jogar sozinho. Ninguém resolve sozinho. Se fosse para isso, viria para a equipe de tênis do Santos", brincou. Só para lembrar: o Peixe não tem a modalidade. Formado nas categorias de base do Paraná Clube, Basso permaneceu no clube até 2016, quando foi negociado com o Estoril, de Portugal. No país, passou também pelo Real Sport Club até chegar ao Arouca, em 2019. "Em relação à Europa, aprendi muita coisa. Foram sete anos fora e muitas lições, principalmente em situações menos confortáveis que a que eu estou agora. O futebol é um pouco diferente e vou tentar trazer aquilo que eu aprendi lá para poder ajudar o Santos", comenta o defensor, sem ter uma resposta clara a respeito do porquê não ter defendido clubes maiores de Portugal. "São coisas que não competem a mim. Para quem conhece o futebol português, sabe da dificuldade de estar fora das três equipes grandes (Porto, Benfica e Sporting). Ficamos em quinto lugar, joguei quase todos os jogos e o que competia a mim, eu fiz, dei o meu melhor". Motivo A volta ao Brasil, porém, acontece para um time envolto em problemas. Apesar da disposição em defender o Santos, Basso chegou a achar que a negociação não daria certo porque o Arouca fez jogo duro. O orgulho de vestir a camisa alvinegra, porém, suplanta tudo e compensa todos os esforços. "É uma pergunta (o porquê da escolha pelo Santos) muito simples de responder: é só olhar para o emblema e a história. É uma equipe que não se recusa, uma camisa para a qual não se diz não. A partir do momento em que houve a possibilidade de fazer parte, pedi e tentei mostrar ao pessoal do Arouca da importância de participar desse projeto, de estar aqui. Venho para cá satisfeito da minha escolha. Houve outras propostas, mas coloquei o Santos em primeiro lugar", sentencia. No Arouca, Basso atuou mais pela direita porque o time já tinha zagueiros canhotos e, desta forma, não havia necessidade. Com característica de jogar com a bola no chão, ao contrário dos defensores atuais do Peixe, que são mais rebatedores, Basso não se importa em mudar o estilo quando for necessário. "É uma característica minha Isso é muito da partida: uma pede uma coisa e outra pede outra. Venho aqui para ajudar e dar minhas qualidades em prol da equipe", reforçou.