Gabigol comemora gol contra o Cuenca, que abriu caminho para a vaga do Peixe na Sul-Americana (Raul Baretta/Santos FC) Neymar é a maior estrela do Santos, mas quem tem sido decisivo na temporada do Peixe é Gabigol. Emprestado pelo Cruzeiro em janeiro, o camisa 9 virou a grande referência santista, recuperando o faro de gol após temporadas ruins no Flamengo e no Cruzeiro. Em 26 jogos, o atacante marcou 13 gols, média de 0,5 por partida, além de ser o responsável por sete assistências para seus companheiros balançarem as redes. Neymar atuou em 15 confrontos, com seis gols e quatro assistências. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A volta do "Menino da Vila, santista e cruel", como cantam os torcedores, gerou grande expectativa. No Paulistão, logo no primeiro jogo do ano, um gol na vitória sobre o Novorizontino por 2 a 1, no dia 10 de janeiro, na Vila. Depois, o desempenho de Gabigol foi equivalente à campanha frustrante do Peixe no Estadual, quando o time caiu para a mesma equipe de Novo Horizonte, nas quartas de final, por 2 a 1, no Interior. Foram mais três gols do artilheiro no Estadual. Um no empate em 1 a 1 com o Corinthians, em casa, e dois sobre o frágil e rebaixado Velo Clube, na goleada por 6 a 0, também na Vila. No Brasileirão, são seis gols em 11 jogos. Dois contra o Mirassol no Interior, no empate em 2 a 2; um contra o Corinthians, no empate em 1 a 1, e outro na derrota para o Fluminense, por 3 a 2, ambos os jogos na Vila. No último sábado, Gabigol marcou dois gols contra o Grêmio, em Porto Alegre, mas falhas defensivas fizeram o Peixe perder de virada, por 3 a 2. Banco “fez bem” a Gabigol Titular em 21 dos 26 jogos, Gabigol chegou a ficar no banco em três partidas seguidas, entre os dias 10 e 17 de maio, nas partidas contra Red Bull Bragantino e Coritiba, pelo Brasileirão, e contra o Coritiba, no jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, na capital paranaense. Sem marcar nestes jogos, o banco “fez bem” ao camisa 9, que anotou quatro gols nos três duelos seguintes: um contra o San Lorenzo e um diante do Deportivo Cuenca, na Copa Sul-Americana, quando também deu uma assistência em cada confronto, e dois frente ao Grêmio. Emprestado até o final do ano, Gabigol vem retomando o instinto matador, que o notabilizou no próprio Peixe e no Flamengo, quando viveu os melhores anos da carreira. O retorno ao Alvinegro foi um acerto, entre tantos erros na contratação de reforços na gestão de Marcelo Teixeira. Esperança contra o Vitória Neste sábado (30), contra o Vitória, às 20h, na Vila (o jogo estava marcado para às 21h, mas foi antecipado), na 18ª e última rodada do Brasileirão antes da parada para a Copa do Mundo, Gabigol é a esperança do Peixe, que luta para fugir da zona de rebaixamento. O time abre a área de risco, em 17º lugar, com 18 pontos, e precisa vencer, além de secar Vasco, Corinthians ou Grêmio para não ficar no limbo durante o Mundial. Para o jogo contra o Vitória, o técnico Cuca terá a volta de Lucas Veríssimo à zaga. Ele ficou fora contra o Deportivo Cuenca, cumprindo suspensão. Por outro lado, Christian Oliva e Rollheiser, que não enfrentaram o time equatoriano por tratarem lesões musculares, ainda não têm presença confirmada. João Schmidt, Gabriel Menino e Thaciano, também recuperando-se de lesões musculares, continuam sem previsão de volta.