Neymar celebra primeiro gol pelo Santos, em 2009: o início de uma paixão (Fernanda Luz/AT) A tão esperada volta de Neymar ao Santos leva o torcedor do Peixe a uma viagem no tempo. Daquelas que são capazes de fazer sorrir, chorar, se emocionar. Um dos maiores ídolos do clube após a Era Pelé cresceu no futebol com a camisa do Peixe – e o clube também viu uma joia especial levá-lo a momentos únicos, como o tri da Libertadores, em 2011. Confira seis momentos da primeira passagem do craque como profissional. A estreia 7 de março de 2009 “A emoção foi grande. Saímos com a vitória, mas a estreia que eu imaginava era com gol”. Assim, repleto de autocrítica, Neymar definiu como foi a primeira partida como profissional, aos 17 anos, em um triunfo contra o Oeste de Itápolis por 2 a 1, gols de Roni e Madson. O jogador entrou aos 14 do segundo tempo no lugar do colombiano Molina. “Eu não esperava que todo mundo gritasse meu nome”, disse Neymar, na ocasião. Primeiro gol 15 de março de 2009 Neymar levou poucos dias como profissional para balançar as redes. Foi contra o Mogi Mirim, aos 27 do segundo tempo, na vitória por 3 a 0, pelo Campeonato Paulista. O lutador Roni cruzou da esquerda para o jovem atacante mergulhar de cabeça. Na comemoração, o soco no ar, marca registrada do Rei do Futebol. “Era um pedido do meu pai, que queria muito que eu fizesse assim”, afirmou a revelação santista, na saída do campo”. Primeiro título 2 de maio de 2010 Com a proximidade da Copa na África do Sul, o nome de Neymar ganhava o coro da torcida, na tentativa de convencer o técnico Dunga. Não funcionou, mas, em campo, o jogador fazia sua parte com maestria, com destaque de um time mágico do Santos. Na decisão do Campeonato Paulista, contra o Santo André, fez dois golaços - o segundo, inclusive, era o centésimo do Peixe na temporada. O craque deixou o estádio cercado de seguranças. Mas coberto de glórias. A maior conquista 22 de junho de 2011 Quem esteve no Pacaembu naquela noite, não esquece. “Uma joia rara, daquelas que escolhem só os melhores momentos para brilhar”, escreveu A Tribuna na ocasião. E com toda razão: coube a ele fazer o primeiro dos dos gols diante do Peñarol. Chamava os adversários para dançar, teve momentos de genialidade. Sabe quando todos mais precisam dele. Tudo isso sob os olhares do Rei Pelé. A Libertadores tinha um novo heroi. Prêmio Puskás 9 de janeiro de 2012 A Vila Belmiro viu um lance épico. Neymar passando pela defesa do Flamengo, driblando de forma desconcertante o zagueiro rubro-negro, mandando para as redes. Coisa de bruxo – que estava do outro lado naquela noite. Veio a indicação para o prêmio da Fifa de gol mais bonito da temporada. Superou Messi e Wayne Rooney em uma eleição de torcedores. Sua obra-prima estava devidamente reconhecida. Neymar em seu último treino no CT Rei Pelé, em 2013, antes de ir para o Barcelona (Bruno Miani/AT/Arquivo) A despedida 26 de maio de 2013 A partida entre Santos e Flamengo, em Brasília, foi o típico jogo que não deveria ter fim. Não pela qualidade do espetáculo, mas pelo último ato de um dos seus protagonistas. Com 228 jogos e 138 gols, entrou em campo pela última vez com a camisa do Santos. Antes do jogo, lágrimas durante o Hino Nacional. No vestiário, a promessa escrita na parede “Eu vou, mas eu volto”, após a definição da ida ao Barcelona. Pois a hora do retorno chegou.