Neymar tem contrato com o Santos até junho, mas pode renovar e ficar até a Copa do Mundo de 2026 (Vanessa Rodrigues/AT) Mesmo sem poder entrar em campo, em razão de uma lesão na coxa esquerda, Neymar esteve na Vila Belmiro no domingo (6), antes da partida entre Santos e Bahia, pelo Campeonato Brasileiro. O atacante participou da preleção de Pedro Caixinha no vestiário e conversou com o elenco, mostrando apoio antes da estreia da equipe em casa. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para o próximo domingo, no jogo contra o Fluminense, no Rio, a expectativa é que Neymar entre em campo, nem que seja no segundo tempo. “Ele é nosso capitão. Esteve conosco e fez questão de falar com o grupo. Terça-feira (hoje) vai estar conosco no início da semana na preparação para o próximo jogo”, afirmou Pedro Caixinha. Desde março, o atacante não entra em campo com a camisa do Santos. O último compromisso se deu pelas quartas de final do Campeonato Paulista, contra o Red Bull Bragantino - vitória por 2 a 1. Na ocasião, o atacante deixou o gramado se queixando de dores e ficou fora dos duelos seguintes, pela semifinal do Estadual, contra o Corinthians, e início do Brasileirão. Neymar se recupera de um edema na coxa, que também o tirou da convocação de Dorival Júnior para a seleção brasileira, nos últimos jogos das Eliminatórias contra Colômbia e Argentina. O atacante permaneceu focado em sua recuperação e fortalecimento físico nas últimas semanas, para evitar que haja um problema mais sério do que o edema na coxa, como a ruptura do músculo – que poderia afastá-lo por longos meses dos gramados. O atacante tem contrato com o Santos até junho. Há a possibilidade de renovar este vínculo até a Copa do Mundo de 2026, mas ainda não há um acerto entre as partes para o novo acordo. Além disso, André Cury, empresário do atacante, trabalha para levá-lo de volta para a Europa ao término deste contrato com o clube que o revelou. Caixinha O técnico Pedro Caixinha lamentou o empate do Santos por 2 a 2 com o Bahia, domingo, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Vaiado, xingado e chamado de “burro” por torcedores ainda durante o jogo, Caixinha, pressionado, disse em entrevista coletiva que não se abala com as críticas e mantém a confiança no trabalho. “A torcida é sempre soberana. Para apoiar, para entender o momento que o clube está a fazer daqui para frente. E é soberana para vaiar. Prefiro que vaiem a mim do que meus jogadores. Não tenho nenhum problema com essa pressão. Não me vai levar a tomar decisões que não acredito, do primeiro ao último dia”, argumentou. “Sempre encontram culpados, mas eu estou sempre presente. Vão procurar culpados e cabe a mim defender sempre os nossos jogadores. Isso, eu vou fazer sempre, para que possam dar resposta dentro do campo. Não ganhamos, mas a forma é um sinal de que vamos ser muito fortes nesse Brasileirão.” O treinador do Peixe tratou de minimizar a influência da pressão vinda das redes sociais e destacou que foca apenas na preparação para cada um dos jogos. “Não tenho redes sociais. Não vejo esse tipo de resposta. Apenas analisamos o jogo anterior e preparamos esse jogo. Nós jogamos melhor do que diante do Vasco.”