[[legacy_image_260634]] Goleador do Santos na temporada passada, com 21 gols, e liderando a artilharia do time este ano, com 7 tentos, Marcos Leonardo é uma das armas do Alvinegro para a disputa do Brasileirão, que começa para o time neste domingo (16), às 18h30, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul-RS, contra o Grêmio. Presença constante nas seleções de base e considerado uma das revelações do Alvinegro nos últimos ano, o atacante é apontado como o maior trunfo do clube para uma futura venda ao futebol europeu. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Apontado pelo Observatório de Futebol do Centro Internacional de Estudos de Esporte (CIES Football Observatory) como o 12º jogador sub-23 mais valioso do mundo, avaliado em 29 milhões de euros (cerca de R\$ 150 milhões), o Menino da Vila, de 19 anos, se firmou no ataque santista e renovou contrato com o clube em janeiro do ano passado, após uma longa negociação, até 2026. O levantamento não inclui jogadores das ligas da Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e França. Como todo jogador que se destaca no Brasil, Marcos Leonardo também tem o sonho de atuar no Velho Continente. Mas não tem pressa. Pretende, com os seus gols, ajudar o Santos a superar a má fase para voltar a conquistar títulos. Em entrevista para A Tribuna, o atacante falou sobre o Brasileirão, as metas na carreira e a ambição de também brilhar com a camisa da seleção principal. O Santos vem de duas temporadas ruins e foi eliminado novamente na primeira fase do Paulistão. Como isso abala a confiança dos jogadores para o Brasileirão, que promete ser um dos mais difíceis dos últimos anos? O Santos é um clube grande e, nele, é natural que exista todo tipo de pressão. É claro que para a imprensa e torcedor uma temporada sem títulos é considerada abaixo do esperado. Mas não vejo como temporadas ruins como um todo. Seguimos jogando competições sul-americanas, algo que alguns grandes clubes não conseguem com regularidade. Sobre o Paulista, é o Estadual mais forte do Brasil. Esse ano, a prova está aí. O Brasileiro desse ano, sem dúvidas, tende a ser um dos mais equilibrados dos últimos tempos. E o Santos vai entrar preparado para enfrentar este desafio. Apesar da má fase do Santos, você é o artilheiro do time na temporada, com 7 dos 20 gols anotados pelo Alvinegro em 2023. Dá para brigar pela artilharia do Brasileirão? A artilharia é um objetivo pessoal em qualquer campeonato. Todo ano o Brasileiro tem grandes jogadores que duelam por esse posto. Mas eu trabalho diariamente para sempre estar marcando meus gols e ajudar o Santos. A disputa pela artilharia vai ser bem acirrada, mas certamente vou buscar esse posto. O Odair vem testando variações táticas em busca da formação ideal. Qual é o esquema que mais se encaixa no seu jogo? Formação com três atacantes? Dois meias de criação? Atualmente, o jogador precisa ter a versatilidade de desempenhar diferentes funções. Não tenho preferência por nenhuma função em específico. Procuro me adaptar àquela que o Odair escolher e ajudar o Santos da melhor maneira. A melhor formação será aquela que o time conseguir desempenhar em campo o seu melhor futebol. Eu vou sempre me entregar em campo, procurar fazer meus gols, mas ajudar da maneira que for necessária para o Santos sair de campo vitorioso. As últimas convocações para a seleção sub-20 têm causado choque entre a CBF e os clubes. Você foi convocado pelo Ramon Menezes para a disputa de amistosos este mês e o Santos pediu a sua desconvocação. É ruim ficar fora da seleção sub-20? Essa questão dos amistosos não serem em data Fifa é um complicador para todas as partes. Apesar de eu ter 19 anos, estou em um calendário profissional. Então, entendo que em certos momentos o clube não vai me liberar porque hoje sou, por conta do meu esforço e trabalho, um jogador importante dentro do elenco. Sempre quero defender a seleção, mas entendo o lado do clube. Jogar pelo Brasil é motivo de muito orgulho. Tenho o sonho de jogar a Olimpíada do ano que vem, o Mundial Sub-20, chegar à seleção principal. Acostumado a jogar nas seleções de base, a seleção principal certamente está entre suas ambições. Como você avalia as chances de ser lembrado neste novo ciclo para a próxima Copa do Mundo, em 2026? Além da Olimpíada, a Copa do Mundo, sem dúvidas, está entre os maiores objetivos da minha carreira. O ciclo para o próximo Mundial começou agora, então muita coisa ainda vai acontecer. Eu sigo trabalhando forte no Santos para, primeiro, conseguir essa convocação para a seleção principal. Jogar aqui me permite estar cada vez mais perto deste objetivo. Eu sonho em poder estar na relação para 2026. Trabalho diariamente para isso. A escolha do novo técnico da seleção tem gerado debate e a possibilidade de um estrangeiro ser o próximo treinador é grande. É o momento de um técnico gringo na seleção? O Brasil possui grandes técnicos. Sempre foi e será assim. Mas, particularmente, vejo com naturalidade essa questão de um técnico estrangeiro. Já tive a oportunidade de trabalhar no Santos com profissionais de fora do Brasil, e foi um intercâmbio de ideias bem proveitoso. Acredito que a CBF tomará a melhor decisão. Jogar na Europa é o sonho de qualquer jogador. Atletas cada vez mais jovens têm ido jogar em clubes europeus, mas nem todos conseguem se firmar e vão para times europeus de menor expressão ou voltam ao Brasil. Aos 19 anos, você se considera maduro para jogar na Europa? Tudo na vida acontece no tempo certo. Eu tenho vontade de jogar no futebol europeu, mas não tenho pressa. Enquanto eu estiver jogando no Santos quero ser artilheiro, conquistar títulos e chegar até a seleção principal. Procuro sempre fazer uma avaliação crítica do meu desempenho a cada jogo. Sei que hoje estou mais maduro como atleta do que há dois anos. Mas não posso me acomodar e preciso trabalhar para estar sempre em evolução. Acredito que quando vier um projeto interessante em nível profissional e pessoal, além de ser algo que o Santos entenda que precise fazer a venda, isso vai acontecer de forma natural. Você costuma assistir jogos do futebol internacional? Assiste alguma liga nacional com mais interesse? Sempre que eu tenho uma folga, gosto de assistir a outros campeonatos. A Europa possui uma série de torneios de alto nível, com grandes jogadores. Quando tem os amistosos entre seleções, também gosto de acompanhar. Não tenho nenhuma liga em específico que gosto mais de acompanhar. Mas aqui no Brasil as principais ligas são transmitidas, o que também é importante para ver o que está sendo praticado lá fora em termos táticos, ou mesmo de funções de jogadores que atuam na mesma função que a minha. Se pudesse escolher, futuramente, um país ou equipe para jogar, qual seria a sua preferência? Que time ou campeonato você melhor se encaixaria pelo estilo de jogo? Eu não tenho nenhuma preferência pessoal por país ou campeonato. É um sonho poder futuramente estar em uma Premier League, Bundesliga, La Liga, Liga Portugal, Ligue 1. Independente de estilos, o jogador de futebol atual precisa estar preparado para se adaptar a diferentes estilos e ritmos de jogos.