[[legacy_image_158388]] Lá se vão 26 anos da decisiva partida entre Santos e Botafogo pela final do Campeonato Brasileiro de 1995. O tempo, porém, não tira da cabeça dos torcedores os erros cometidos e admitidos pelo ex-árbitro Márcio Rezende de Freitas, que também não superou as decisões erradas que garantiram o título aos cariocas. Nesta quinta-feira (10), ele voltou a falar sobre o tema e afirmou: gostaria de poder voltar no tempo, consultar o VAR e mudar o resultado. O assunto veio à tona durante entrevista para concedida por ele ao podcast Bora pra Resenha. Quando perguntado sobre qual lance gostaria de rever com a ajuda do VAR (o árbitro assistente de vídeo). Sem titubear disse: “Cara, começaria lá em 95, porque foram dois gols (validados) em impedimento”. Naquele ano, o Santos havia perdido a primeira partida para o Botafogo no Maracanã, no dia 14 de dezembro, por 2 a 1, e precisava vencer por um placar simples para terminar campeão - tinha essa vantagem pela melhor campanha. Na segunda partida, no Pacaembu, em 17 de dezembro, o árbitro Márcio Rezende de Freitas validou, com auxílio do bandeirinha, um gol impedido de Túlio para o Botafogo. No segundo tempo, mais um gol irregular, desta vez para o Peixe. Acontece que, o único gol legal, marcado por Camanducaia, foi anulado pela arbitragem. Toda essa situação, se avaliada de forma correta na ocasião, ou se fosse revisada pelo VAR, teria garantido o título ao Santos e, em vez de oito, o Alvinegro teria nove troféus na prateleira. Admitiu em 2012Em 2012, em entrevista ao ge, Freitas já havia confirmado as falhas: “No intervalo do jogo, o Narciso (zagueiro do Santos) veio me falar que o gol do Botafogo tinha sido impedido. Aí eu vi que meu bandeirinha ficou branco. Eu meio que perdi a confiança nele. Passei a assumir mais os lances. Mas acabou tendo outro gol, do Santos, o de empate, que também foi irregular, e bem próximo do bandeirinha. Mas isso eu não vi, porque não tinha como ver. Depois, fui assumir um monte pra mim e mandei o bandeirinha ir para o fundo. E a TV diz que o único gol legal foi anulado – falou Márcio Rezende de Freitas à época.