Presidente do Santos defendeu o trabalho do técnico Fábio Carille (Raul Baretta/Santos FC) O presidente Marcelo Teixeira defendeu o trabalho do técnico Fábio Carille e do atual elenco santista, que vem recebendo, principalmente o treinador, muitas criticas de torcedores pelo desempenho irregular da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro. Avalizando o desempenho de Carille, inclusive com a apresentação do aproveitamento dos treinadores alvinegros nos últimos dez anos, o dirigente pediu "união" em torno do acesso, já que faltam apenas nove jogos para o final da competição e o Peixe está a 11 pontos, matematicamente falando, de retornar à Série A em 2025. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Quando nós assumimos, o objetivo da gestão era mudar radicalmente o elenco de profissionais e comissão. Tínhamos dias para isso e conseguimos, de forma rápida. Começamos a trabalhar em dezembro. Definimos a comissão técnica, o elenco de jogadores, mudamos a imagem dos jogadores. Esses profissionais, e só nós, diretoria, sabemos a dificuldade que tivemos para definir comissão e montagem do elenco. A pressão enorme daqueles que quisessem vestir a camisa do Santos. Duas competições, quase não há virine. E o objetivo de iniciar o Paulista e competir no Brasileiro. Esses profissionais se dispuseram a estar no Santos dentro desse projeto. Tivemos a primeira competição com dois objetivos alcançados", argumentou Teixeira, em entrevista na Vila, onde falou sobre a avanço da parceria com a WTorre para a construção da Nova Vila Belmiro. Objetivos encaminhados O mandatário salientou que os objetivos da temporada, que eram fazer um bom Campeonato Paulista para voltar à Copa do Brasil em 2025, e a briga por uma das quatro vagas de acesso ao Brasileirão estão sendo alcançados. Apesar de concordar com a bronca de boa parte da torcida, que cobra um futebol mais vistoso, Teixeira valorizou o trabalho atual. "Entramos no Brasileiro. Estamos entrando na 30ª rodada. Somente entre três ou quatro (rodadas) nós não estivemos entre os quatro melhores. Tivemos jogos de invencibilidade, com marcas importantes. Terminamos o primeiro turno em primeiro lugar. Estamos disputando as quatro primeiras vagas. Como torcedor vou dizer que o sistema de jogo, esquema tático, apresentação do time é questionável. Podemos achar que pode jogar mais, atuar de forma diferente. Mas o objetivo é claro. Estar na final do Paulista, alcançamos, a vaga na Copa do Brasil, alcançamos. Estar entre os melhores do Brasileiro, estamos. Os resultados estão acontecendo", ponderou Teixeira Na sequência, apresentou num telão o aproveitamento de todos os técnicos que passaram pelo Alvinegro desde 2014. Na lista, Carille aparece em terceiro lugar no aproveitamento, com 64% em 45 jogos. A melhor marca é de Marcelo Fernandes, com 75%, mas levando-se em conta apenas quatro partidas, quando ele foi interino, em 2022. O destaque da lista é Dorival Júnior, que teve 65% de aproveitamento em 127 jogos no período entre 2015 e 2017. "Tenho o aproveitamento das comissões técnicas dos últimos dez anos. A comissão técnica atual tem um percentual alto comparado aos 10 últimos anos. Devemos prestigiar a comissão técnica, estar ao lado deles e dos jogadores", afirmou Teixeira. O presidente santista também frisou que o Santos, além de vice-líder, apenas um ponto atrás do Novorizontino, abriu sete pontos de vantagem sobre o quinto colocado e pediu o apoio dos torcedores. "Precisamos agora do apoio, união dos torcedores. Faltam nove jogos, decisivos, para que o Santos esteja novamente recolocado de onde não deveria ter saído. Estamos tentando tirar o Santos dessa situação e nos esforçando para alcançar esse objetivo. Alcaçando, logicamente, em 2025 será diferente. No seu devido momento o Santos terá condições de ser protagonista de um Campeonato Paulista e de um Brasileiro da Série A". Expectativa x realidade Questionado se a cobrança da torcida às atuações do time não se baseavam no fato de a equipe ter o melhor elenco e a maior folha salarial da Série B, que não tem nenhum outro clube da dimensão do Santos, Teixeira traçou um paralelo com outras equipes e momentos do próprio Alvinegro na história. "A expectativa criada pelo Paulista pode criar uma ilusão de você estar muito à frente na Série B. É a visão do torcedor. Se avaliar o elenco, eu concordo que poderíamos estar à frente. Mas são só hipóteses. Em 2002, a folha era infinitamente menor do que aqueles que disputavam o título. A maioria falava que com aquele time e folha iria cair. A folha não representa o que pode ser o time. O time de Novo Horizonte eliminou um grande no Paulista (São Paulo) e quase foi à final. Não podemos menosprezar os clubes que fazem o bom trabalho. O Santos faz um bom trabalho dentro das condições econômicas. Temos uma comissão e elenco que estão cumprindo sua obrigação".