[[legacy_image_1740]] José Carlos Peres, presidente do Santos, disse nesta segunda-feira (25) que pagou os salários atrasados dos jogadores. “Foi um problema de fluxo de caixa, resolvemos hoje”, disse. Conforme o dirigente, o atraso aconteceu porque o grupo de investimentos que faria a antecipação do dinheiro que o clube tem a receber do Real Madrid (20 milhões de euros) pela venda de Rodrygo desistiu do negócio. “A morte do argentino Emiliano Sala causou o atraso salarial do Santos. O grupo que ia antecipar o dinheiro do Rodrygo foi o mesmo que fez o seguro do Sala, morto no acidente aéreo. Diante da alta despesa que tiveram, resolveram não se envolver mais com futebol”, comentou. “Eles tiveram um grande prejuízo, pois precisaram pagar indenização pelos direitos econômicos, de 17 milhões de euros, mais o seguro de vida”, relata. Emiliano Sala morreu em 21 de janeiro, após o avião que o transportava cair no Canal da Mancha. Ele trocaria o Nantes, da França, pelo Cardiff, do País de Gales. Peres também tratou de explicar os motivos para o clube ter pago somente a comissão técnica, o que incomodou o técnico Jorge Sampaoli, a ponto de ele dizer que tentou devolver o salário recebido. “Hoje foi resolvido. Fizemos o crédito e foi pago. Foi pago o administrativo no dia certo, pois tínhamos fundo. Depois, até por questão administrativa, nosso pessoal pagou apenas a parte da comissão técnica. Gerou desconforto, mas está tudo equacionado. Bola para a frente. A boa notícia é que o clube saldou o débito que tinha”, acrescentou. “Lamentamos, pedimos desculpas aos atletas, mas não é justificativa, é lamentar: clubes grandes têm (atrasos) de até 90 dias. Atrasamos 20 dias e infelizmente deu todo esse transtorno, parece que o Santos é o único. Quem está no mercado sabe das dificuldades. Aconteceu, foi o primeiro atraso nosso, espero que não ocorra mais”.