[[legacy_image_68329]] Prestes a viajar para o Brasil e iniciar o trabalho no Santos, o técnico Jesualdo Ferreira participou, na noite desta sexta-feira (27), do seu último programa como comentarista no Canal 11, de Portugal. Durante a atração, o novo treinador alvinegro recebeu homenagens e afirmou que o time da Vila Belmiro foi a primeira referência que teve do futebol brasileiro. O português ainda revelou que na final do Mundial de Clubes, em 1962, disputado entre Santos e Benfica, estava no Estádio da Luz e assistiu de perto o maior jogador de todos os tempos na vitória por 5 a 2 dos santistas. “A primeira grande referência que tive do futebol brasileiro foi o Santos. Em 1962, eu ainda era novo, mas lembro que o Santos enfrentou o Benfica. Nunca mais esqueço daquele time do Santos com Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe”, disse Jesualdo. “Acompanhei Benfica e Santos na Luz (estádio do Benfica). Felizmente, pude acompanhar uma coisa que nunca tinha visto na vida, que era um senhor chamado Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Logo ali, o Santos tornou-se o meu clube no Brasil”, acrescentou o português. O treinador também demonstrou empolgação com a possibilidade de comandar o Peixe na Vila Belmiro. Segundo Jesualdo, um lugar que mantém a identidade alvinegra há décadas. “É impressionante como aquele clube tem o mesmo estádio há 60 anos, pequeno e com capacidade para cerca de 20 mil pessoas. Ali jogou o Pelé. Estou falando de identidade. Identidade não pode ser alterada porque momentaneamente o 'negócio' (dinheiro) tomou conta de tudo”. Santos do português Jesualdo Ferreira também falou sobre o que pretende implementar no Santos de 2020. Apreciador do esquema 4-3-3, o treinador admitiu que inicialmente tem a intenção de colocá-lo em prática no Peixe. Contudo, tudo estará relacionado ao perfil dos atletas. “É um sistema que controla melhor os espaços. Quero mantê-lo no Santos. Porém, para colocar o meu 4-3-3, preciso ter jogadores que consigam interpretar o que eu quero”, comentou o técnico. Jesualdo já começou a estudar os futuros comandados e revelou que as características de Soteldo, Marinho e Eduardo Sasha podem fazer a sua filosofia encaixar rapidamente. “Se efetivamente os três jogadores da frente forem dois extremos puros e um centroavante, não será o ideal. Por que não é o ideal? Para mim, os três da frente precisam ser atacantes que saibam jogar fora e também dentro da área. Exemplos: Lisandro López e Ricardo Quaresma. Do que vi do Santos do Sampaoli, o time tem três atacantes muito rápidos, fortes e com mobilidade. Logo, vai ser mais fácil para que as minhas ideias entrem rapidamente”, completou o português.