Irregular, o Santos, de João Schmidt, não consegue embalar na Série B (Raul Baretta/Santos FC) Passadas 12 das 38 rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro, quase um terço da competição, a irregularidade é a marca registrada do Santos. Numa campanha de altos e baixos, o time ainda não mostrou um futebol convincente, deixando no ar a sensação de que o acesso pode vir, mas não sem sofrimento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Se nos primeiros seis jogos, mesmo sem jogar bem na maioria deles, o Peixe empolgou o torcedor, com cinco vitórias e a liderança na classificação, as seis rodadas seguintes deixaram nos entornos da Vila Belmiro e do CT Rei Pelé um sentimento de desconfiança. Contrastando com os 15 pontos conquistados nas seis rodadas iniciais, o Alvinegro somou apenas quatro nas seis partidas seguintes. Com 19 pontos, na quinta posição, viu o favoritismo de conquistar uma das quatro vagas ao Brasileirão 2025 evaporar com a sequência de quatro derrotas consecutivas. Uma equipe previsível Vivendo do pragmatismo do técnico Fábio Carille, que não admite testar variações táticas, o Santos se tornou um time previsível. A forma manjada de atuar depende de lampejos, cada vez mais raros, de Giuliano e Guilherme, as duas maiores referências técnicas da equipe. Posicionado quase como um volante, o meia, aliás, não tem jogado bem. Atuando muito próximo dos volantes de origem, João Schmidt e Diego Pituca, Giuliano não tem se apresentado muito na área ou jogado perto dos atacantes. Esse fator, aliado às ausências de Guilherme e Julio Furch em várias rodadas, fez o setor ofensivo cair de produção. Nos primeiros seis jogos, o Peixe marcou 14 gols, contra apenas cinco nas últimas seis rodadas. O fator Vila Com quatro vitórias nos quatro jogos realizados na Vila Belmiro nesta Série B, a volta para casa na próxima rodada, na segunda (1º), contra a Chapecoense, pela 13ª rodada, dá a esperança de que o time volte a vencer para voltar ao G4. Ou que, pelo menos, não se distancie dele. Numa disputa acirrada, onde o quarto colocado, Vila Nova, tem apenas dois pontos a mais do que o 10º colocado, o Novorizontino (20 pontos contra 18), esta edição da Série B tem mostrado que o equilíbrio é grande entre as equipes. Neste ponto, ganhar em casa é fundamental para que o objetivo da temporada seja cumprido. Mas só isso não basta. Como disse Carille após o empate sem gols com o Mirassol, na terça (25), o Santos também precisa ser competitivo fora de casa. “A gente tem que ter humildade e reconhecer: não podemos jogar e ter volume só dentro da Vila”, disse o técnico. De sua parte, Carille também poderia repensar (e treinar) outras maneiras de jogar, para que o time rendesse mais e tornasse a conquista da meta menos dolorosa.