Pepe (ao centro) durante a abertura da exposição que celebra os seus 90 anos, no Museu Pelé (Alexsander Ferraz/AT) A trajetória de um dos maiores jogadores da história do Santos contada através de fotos e objetos do acervo pessoal do craque e de três colecionadores será aberta ao público neste sábado (12) no Museu Pelé, no Valongo. Pepe - Futebol, Vida e Glória celebra os 90 anos de José Macia, o eterno Canhão da Vila. Seguindo a linha do tempo do ídolo santista, nascido na Rua do Rosário (atual Avenida João Pessoa), no dia 25 de fevereiro de 1935, a mostra destaca momentos da existência e carreira do segundo maior artilheiro do Peixe, com 405 gols. Espirituoso como sempre, Pepe chegou acompanhado da família e foi reverenciado por fãs e amigos que prestigiaram a abertura, ontem à noite. Sorridente, ele falou sobre a maratona de homenagens pelas nove décadas, com entrevistas, exposições e até um cruzeiro. “São 90 anos, é mais difícil do que quando eu jogava e enfrentava Djalma Santos, Carlos Alberto Torres, era difícil à beça (risos)”, disse Pepe, que não escondeu a emoção. “Tenho quatro filhos maravilhosos, uma esposa querida e os amigos. Só tenho que agradecer tanta emoção junta. Será que eu mereço? (risos)”. Amigos de longa data Presentes ao evento, os ídolos eternos celebraram o carismático personagem alvinegro. “O Pepe sempre falou que o Pelé não era desse planeta. Concordo, mas ele também não é. porque fez mais de 400 gols. Quando você joga na ponta, o gol, ao invés de ter sete metros, só tem um metro. Pepe não tem comparação”, disse Abel. Herdeiro da camisa 11, Edu falou de Pepe como referência. “Eu ficava vendo ele bater na bola, Foi meu professor, um paizão. Fiquei muito feliz porque depois entrei no lugar dele. Homenagem é mais do que merecida” Edinho, filho do Rei, recordou da relação familiar e profissional que sempre teve com o Canhão da Vila. “Pepe é um grande irmão que o meu pai teve, um tio pra mim, uma pessoa queridíssima, como meu tio Lima, que nos deixou recentemente, e todos os companheiros do meu pai. Além de toda a história gloriosa que ele escreveu no nosso Peixe, ele também foi o meu treinador, que me lançou no profissional”. O prefeito Rogério Santos vê na exposição uma homenagem de Pepe à Cidade. “Eu acho que o Pepe é que está homenageando a Cidade. É uma oportunidade da gente contar uma história rica do futebol brasileiro, do Santos Futebol Clube e da história de Santos”. Pepe, entre as filhas Gisa e Clô, após a abertura da exposição, que ficará um ano em cartaz no Museu Pelé (Alexsander Ferraz/AT) Detalhes da exposição A exposição ficará em cartaz durante um ano no Museu Pelé e vai ser aberta ao público a partir das 10 horas deste sábado (12), com entrada gratuita. O Museu Pelé fica no Largo Marquês de Monte Alegre, 1, no Valongo, em Santos, e funciona de terça a domingo, das 10h às 17h30. Além das peças históricas do Canhão da Vila, a exposição também tem um vídeo com celebridades do mundo da bola parabenizando o ídolo eterno santista. Além de ex-companheiros do Alvinegro, ex-jogadores de outras gerações, como Rivellino, Alex, Neto e Amoroso, e profissionais da imprensa, como Galvão Bueno, Cléber Machado e Milton Neves participam da homenagem. O presidente da Fifa, o italiano Gianni Infantino, também enviou um depoimento parabenizando Pepe pelos 90 anos, as conquistas e o legado deixado ao futebol.