Lima, ídolo eterno do Santos, morreu nesta segunda-feira (3) (Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC) Eternamente conhecido como Curinga da Vila Belmiro, o icônico Antônio Lima dos Santos morreu aos 83 anos nesta segunda-feira (3). Lima marcou seu nome na história do Peixe, que decretou luto oficial de sete dias e o hasteamento da bandeira a meio mastro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A morte do Curinga da Vlia foi confirmada pelo clube em nota oficial. O Santos disse que Lima deixou sua marca eternizada na história do time. O apelido surgiu pelo fato de Lima ter sido um polivalente atleta que se propunha, com grande qualidade, a atuar em qualquer posição para ajudar dentro de campo. O Peixe destacou ainda que, seja de zagueiro ou de meia, de lateral ou como atacante, Lima se doava como poucos dentro de campo e era um grande exemplo a ser seguido. Informações sobre o velório e sepultamento serão divulgadas em breve pelo time. Paixão O Santos FC relembrou que nem mesmo a idade foi capaz de segurar a energia de Lima. Sua paixão e dedicação ao Clube permaneceram até seus últimos dias, afinal o atleta fazia questão de participar de todos os eventos e ações como um dos Ídolos Eternos, principalmente para ficar próximo dos torcedores. “Seu legado foi realizado com grande polivalência, e certamente nunca será esquecido”, concluiu o time em nota oficial. Lima deixa legado de conquistas e marca na história do Santos (Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC) Histórico Nascido em 18 de janeiro de 1942, em São Sebastião do Paraíso, no estado de Minas Gerais, Lima começou no futebol profissional aos 16 anos, pelo Juventus da Rua Javari. Em 1961, foi contratado pelo Santos FC, após indicação do técnico Lula, para se tornar mais uma grande peça do time. Nas finais dos Mundiais de 1962 e 1963, Lima atuou no meio-campo. Também jogou nessa posição pela Seleção Brasileira na Copa da Inglaterra, em 1966, e foi um dos poucos a não ser substituído. O Santos FC enfatizou que o Curinga da Vila permaneceu no Peixe durante dez anos, de 1961 até 1971, onde atuou em 692 jogos, marcou 63 gols, sendo o 4º jogador do Alvinegro que mais vezes esteve em campo defendendo o time de Vila Belmiro, ficando atrás apenas de Pelé, Zito e Pepe. Com a camisa da Seleção Brasileira, Lima disputou 18 partidas e marcou seis gols. Também conquistou 22 títulos oficiais, além de inúmeros torneios. Ao se aposentar, prestou diversos serviços ao Peixe, como coordenador e treinador nas categorias de base. Pelo Santos, Lima conquistou 22 títulos. São eles: Mundial (1962/1963) Libertadores (1962/1963) Brasileiro (1961/1962/1963/1964/1965/1968) Torneio Rio-São Paulo (1963/1964/1966) Paulista (1961/1962/1964/1965/1967/1968/1969) Recopa Sul-Americana (1968) Recopa Mundial (1968).