Clodoaldo disse que sempre teve convicção de que Neymar seria convocado por Ancelotti para a Copa (Vanessa Rodrigues/AT) Ele jogou ao lado de Pelé, no Santos e na seleção, e na Copa de 1970, no México, integrou o esquadrão tricampeão do mundo, apontado como uma das maiores seleções de todos os tempos. Tudo isso aos 20 anos. Com a autoridade que a carreira no futebol lhe conferiu, Clodoaldo Tavares Santana conversou com A Tribuna sobre a expectativa para a participação do Brasil e de Neymar neste Mundial, que deu a largada nesta quinta-feira (11), na terra do tri. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ciente do que significa uma estreia em Copa, Corró espera que a seleção se imponha diante de Marrocos, adversário mais perigoso do Grupo C, amanhã, às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. “A estreia é um passo gigante para a motivação do grupo, para elevar a autoestima. É muito importante que nós tenhamos uma estreia convicta, e que o Ancelotti possa, já no primeiro jogo, apresentar o modelo que vai usar na Copa do Mundo”. O volante de jogo refinado elogiou o selecionado africano, que deve dar trabalho para a seleção. “Marrocos é uma seleção muito aplicada fisicamente e taticamente. E vai exigir do Brasil o lado físico, não só tático e técnico. Esse jogo é fundamental para mostrar: olha, aqui é Brasil!”. Confiança em Neymar Figura presente no CT Rei Pelé, Clodoaldo acompanhou o drama de Neymar no final do ano passado, quando o camisa 10 do Peixe passou por uma artroscopia no joelho esquerdo. Apesar da cirurgia e do tempo de recuperação, Corró nunca teve dúvida de que o astro seria convocado por Carlo Ancelotti. “Eu conversei muito com o Neymar sobre isso e falei para ele não se preocupar, que o Ancelotti iria convocá-lo. Eu tinha essa convicção”, aponta o ídolo eterno santista, que justifica o argumento. “Vamos pensar em astros, como Maradona, Messi ou Ronaldo, que estivessem numa situação como essa. O técnico não iria convocar e aguardar a recuperação desse atleta? São 26 convocados e nem sempre o técnico vai usar os 26. Então, por que não convocar o Neymar?” Clodoaldo acredita que o camisa 10 está consciente que, a partir da liberação do departamento médico, ele pode ficar no banco de reservas. “O futebol é muito físico. Neste aspecto, ele vai ter um tempo bem diferente dos demais, que já estão praticamente prontos para começar a Copa. Essa é a única preocupação, mas ter o Neymar é maravilhoso”. Brasil entre os top 5 Clodoaldo não vê nenhuma seleção favorita absoluta ao título. Também não acredita em surpresa, com algum azarão conquistando a taça. Para ele, a campeã sairá dentro do seleto grupo de 10 seleções, que inclui as de maior tradição. E o Brasil, para Corró, está entre os top 5. "Quando vaita afunilando, vão chegando os melhores. E o Brasil, não tenha dúvida, está entre o primeiro e o quinto”, diz Corró, que enumera os maiores concorrentes. “França, Espanha, Inglaterra, Holanda... Me impressionou a maneira como Portugal está jogando, aplicado fisicamente, bem armado taticamente, joga um futebol veloz. A Alemanha sempre faz grandes Copas. A Argentina está no pacote das 10, tem camisa”. Apesar dos rivais, Clodoaldo aposta na combinação da experiência e competência de Ancelotti com a força e mística da camisa amarela, para ver a seleção novamente no topo do mundo. “O Brasil está entre os favoritos, por que não? Nós temos história”.