[[legacy_image_241613]] O empate por 0 a 0 com o Água Santa, na noite desta quarta-feira (25), na Vila Belmiro, fez a torcida do Santos aumentar o tom das cobranças em relação a alguns jogadores. E um dos atletas criticados foi o garoto Ângelo, que, ao ser substituído, discutiu com uns torcedores. Após a partida, o técnico Odair Hellmann saiu em defesa do seu camisa 11 e pediu lucidez aos críticos, pois, de acordo com o treinador, o atacante de apenas 18 anos ainda passa por um processo de amadurecimento. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na visão de Hellmann, Ângelo, por ser acima da média, queimou muitas etapas na carreira, mas não pode ser cobrado como se fosse o Messi. "Cabe ao treinador passar essa força para ele. O Ângelo é um menino. Com certeza está acima da média, mas talvez tenha queimado processos. E olha que estamos falando de um menino maduro, do bem, mas que ainda é um menino. Se colocarmos a responsabilidade nesse garoto de 18 anos é porque tem algo errado. A cobrança tem que ser em cima de mim e dos jogadores mais velhos. Os mais jovens, como o Ângelo, vão evoluir nesse processo de amadurecimento. É comum vermos jogadores maduros, com 600 jogos nas costas ter essa oscilação, imagina os mais jovens. Vamos cobrar que o Ângelo seja o Messi?", desabafou o treinador. "O Ângelo ainda passa por um processo de evolução tática, técnica e mental. Estou aqui para cobrar, mas o Ângelo é um garoto. A responsabilidade tem que ser dentro do limite dele. O Ângelo passou por cima do processo porque tem qualidade. Mas uma hora cobra as outras contas. Isso gera amadurecimento, crescimento individual e melhor performance. Cabe a nós conversarmos com o Ângelo. Mostrar como professor porque ele ainda vai evoluir muito, porque é diferente tecnicamente", concluiu.