No último jogo oficial pelo Santos, Pelé deu a volta olímpica na Vila, saudado pelos torcedores e acompanhado por repórteres (Divulgação Santos FC) O dia 2 de outubro de 1974 entrou para a história do Santos e do futebol mundial. Há 52 anos, Pelé se despedia do Alvinegro, em partida contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro, que recebeu 20.258 torcedores naquela noite. A imagem do Rei, ajoelhado no centro do gramado da Vila Belmiro, de braços abertos e chorando, correu o mundo. Foi a última partida oficial do Rei com a camisa do Santos, depois de 18 anos defendendo o Peixe, que venceu a Macaca por 2 a 0, com gols de Cláudio Adão e Geraldo (contra). O Alvinegro, que jogou com camisas alvinegras, era dirigido pelo técnico Elba de Pádua Lima, o Tim. O mesmo treinador que tentou levar o garoto Pelé para o Bangu quando o menino tinha 14 anos. Tim não teve sucesso na empreitada, porque Dona Celeste, a mãe de Pelé, não autorizou sua saída para jogar no time do Rio de Janeiro. Naquela noite, Tim escalou o Peixe com Cejas, Wilson Campos, Vicente, Bianchi e Zé Carlos; Léo Oliveira e Brecha; Da Silva, Cláudio Adão, Pelé (Gilson) e Edu. Durante a semana, a cidade de Santos recebeu muitos jornalistas de várias partes do Brasil e do mundo, ávidos por presenciar a despedida do Atleta do Século. Aos 20 minutos do primeiro tempo, Pelé pegou a bola e, sem que ninguém esperasse, ajoelhou-se no meio do círculo central, abriu os braços e disse adeus ao futebol. Na sequência, levantou-se e, cercado de repórteres e fotógrafos, deu a volta olímpica com a camisa na mão, correndo e chorando em direção aos vestiários do Santos. Ele deixou o estádio em um carro da Polícia Militar que o esperava na parte externa. No lugar do Rei, entrou Gílson, o popular Beija-Flor. Mais de mil gols pelo Peixe Segundo o Centro de Memória do Santos, desde a primeira vez em que vestiu a camisa do time principal do Peixe, no dia 7 de setembro de 1956, em Santo André (na vitória pelo placar de 7 a 1), incluindo a partida no dia 7 de dezembro de 1975, contra o Bahia, no torneio Governador Roberto Santos, foram 1.116 apresentações com 1.091 gols marcados só pelo Alvinegro. Ao todo, o Rei jogou 1.365 partidas e marcou 1.282 gols. Pelé foi o artilheiro máximo do Campeonato Paulista de 1957 até 1965, depois em 1969 e, por último, em 1973. Em 1958, o Rei marcou 58 gols no Estadual, recorde até hoje imbatível. Pela seleção brasileira, Pelé jogou 114 partidas e assinalou 95 gols. É tricampeão mundial, tendo participado de quatro Copas do Mundo (1958, 1962, 1966 e 1970). Depois da despedida do Santos, Pelé voltaria ao futebol profissional em 1975, jogando nos Estados Unidos, pela equipe do New York Cosmos, onde atuou até o dia 1º de outubro de 1977. Os principais títulos do Rei no Santos* Bicampeão Mundial Interclubes nos anos de 1962/63 Bicampeão da Taça Libertadores nos anos de 1923/63 Campeão Brasileiro nos anos de 1961/62/63/64/65 e 1968 Campeão da Recopa Sul-Americana em 1968 Campeão da Recopa Mundial em 1969 Campeão do Torneio Rio-São Paulo nos anos de 1959/63/64 Campeão Paulista nos anos de 1958/60/61/62/64/65/67/68/69 e 1973. *Com informações do Centro de Memória do Santos FC