[[legacy_image_306423]] Depois de fazer o Santos reencontrar o equilíbrio defensivo nos três primeiros jogos sob o seu comando, quando a equipe venceu Bahia, Vasco e Palmeiras, o técnico Marcelo Fernandes viu a defesa desmoronar nas duas últimas rodadas do Brasileirão. Com 13 gols sofridos em cinco jogos, o Peixe chegou ao pior momento do setor na temporada, com média de 2,6 gols tomados por partida. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Além da humilhação na goleada sofrida para o Internacional por 7 a 1, no domingo, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre-RS, que manteve o time na zona de rebaixamento, a avalanche de gols sofridos piorou o saldo e minou a confiança da equipe. Agora, o time, 18º colocado, com 30 pontos, tem saldo negativo de -21, o terceiro pior do campeonato, à frente apenas dos virtuais rebaixados Coritiba (-30), vice-lanterna com 20 pontos, e América-MG (-26), lanterna, com 19, que têm 99% de chance de cair, segundo o site Infobola, do matemático Tristão Garcia. De novo, descendo a ladeira Durante a temporada 2023, o melhor desempenho do sistema defensivo foi na época de Odair Hellmann, que deixou o clube em junho com média de 0,9 gol sofrido por jogo. A rápida passagem de Paulo Turra fez a eficiência do setor ruir. Foram 14 gols em sete partidas, média de dois tentos sofridos por jogo. Chegou Diego Aguirre, que piorou ainda mais a marca em sua meteórica permanência de cinco jogos na Vila Belmiro. O Peixe viu o número de gols sofridos subir para 2,4, quando o time foi vazado 12 vezes. A “era Marcelo” Nas três primeiras partidas de Marcelo Fernandes, que assumiu após a demissão de Aguirre, o Santos teve um desempenho dos sonhos. Três vitórias consecutivas, com oito gols marcados e apenas três sofridos, que fizeram o time sair da zona de rebaixamento. A média de um gol tomado por confronto foi por água abaixo no revés contra o Red Bull Bragantino, na semana passada, na Vila Belmiro, quando o Peixe perdeu por 3 a 1. Apesar da derrota, o Alvinegro saiu de campo aplaudido pelos torcedores, após um jogo equilibrado e de muitas chances desperdiçadas. Mas a desandada no Sul do País, num dos capítulos mais vexatórios da história alvinegra, evidenciou mais uma vez a fragilidade mental de um time que parecia ter superado esse problema. O humilhante 7 a 1 fez o time de Marcelo Fernandes chegar à pior marca no setor defensivo em 2023: 13 gols sofridos em cinco rodadas, média de 2,6 por jogo. Hora de reagir A apatia no Beira-Rio lembrou a equipe já vista em outros momentos ruins da temporada, como nas derrotas para o Ituano por 3 a 0 na última rodada da fase de classificação do Paulistão, ainda com Odair Hellmann. Ou nasgoleadas para o São Paulo, por 4 a 1, com Turra no Morumbi, ou nos 4 a 0 diante do Fortaleza, no Castelão, e os 3 a 0 contra o Cruzeiro, em plena Vila, ambos com Aguirre. Juntando os cacos, o Peixe tem nesta quinta (26), às 21h30, contra o Coritiba, a chance de se reabilitar contra o segundo pior time do campeonato. Só uma vitória, de preferência com boa atuação e gols, pode recolocar a equipe de novo nos trilhos para encarar as duas pedreiras fora de casa que virão na sequência, diante de Corinthians, neste domingo, e Flamengo, no dia 1º de novembro. É hora do elenco e da comissão técnica mostrarem que têm força suficiente para evitar o capítulo mais desastroso da história do Alvinegro Praiano.