Depois de amargar os seis primeiros jogos da temporada sem atuar, Gil vem ganhando espaço no Peixe (Raul Baretta/Santos FC) O Santos já tem um esboço de time titular neste início de temporada, segundo o técnico Pedro Caixinha, e entre os 11, o zagueiro Gil foi o último a conquistar este status. Não relacionado pelo treinador para os quatro primeiros jogos do Paulistão e convocado nas duas partidas seguintes, mas não utilizado, o veterano defensor, de 37 anos, parecia carta fora do baralho do português. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em entrevistas, apesar de elogiar o empenho do zagueiro nos treinos, Caixinha chegou a dizer que a decisão de não escalar o jogador "era técnica" e que Gil não estava acostumado e jogar mais adiantado. O zagueiro, porém, começou a virar o jogo contra o Novorizontino, na oitava rodada, no dia 9 de fevereiro, quando foi titular pela primeira vez e jogou 75 minutos no empate sem gols, em Novo Horizonte. Após o jogo, o técnico elogiou a atuação do sistema defensivo e do zagueiro, ressaltando que pela primeira vez na temporada, o Peixe saía de campo sem ser vazado. Apesar do elogio, Gil não foi utilizado na partida seguinte, a derrota para o Corinthians na Neo Química Arena, por 2 a 1. De lá para cá, no entanto, o defensor foi titular nas vitórias sobre o Água Santa, por 3 a 1, quando jogou os 90 minutos, e diante do Noroeste, por 3 a 0, nesta quarta (19), na Vila, quando esteve em campo durante 75 minutos. “Importante que temos cinco zagueiros que nos dão confiança. O Gil, neste momento, responde bem as oportunidades. Trabalha, tem boa relação com o Zé Ivaldo e os números não mentem. Eu não posso ir contra os números. Eu defendo todos por igual. Eu tenho que defender o grupo. O Gil faz parte do clube. Do mesmo jeito que o Basso, o Luan (Peres), o Zé Ivaldo, o Luisão. Todos serão importantes para nós em uma temporada que é muito desgastante”, analisou Caixinha. Em jogos na Vila Belmiro, o zagueiro é sempre um dos mais aplaudidos pelos torcedores, que reconhecem o bom campeonato que ele fez pelo Alvinegro na campanha do vice-campeonato paulista e do título da Série B, em 2024. Trio ofensivo com moral Se Gil contrariou as previsões e vem cavando o seu espaço no time, o trio ofensivo alvinegro vem ganhando cada vez mais moral com o treinador. Analisando o desempenho do ataque, Caixinha destacou as boas atuações de Soteldo, Tiquinho Soares e Guilherme, artilheiro isolado do Paulistão, com 10 gols em 11 jogos. “O Guilherme está num momento muito bom, tem trabalhado muito. Os bons jogadores criam essas associações que os fazem melhor jogadores. A chegada do Neymar auxilia isso. A minha forma de ver o jogo sobre o crescimento de Guilherme e Soteldo vai além das associações ofensivas. Falei sobre fechar por dentro. Soteldo teve a preocupação, defender espaço, linha de passe é importante. A dinâmica de pressionar na frente. No último jogo, ao minuto 86, ele foi pressionar o goleiro. É impressionante. Jogou duas vezes 90 minutos, o que não fazia há quase 3 meses. O Guilherme participa ofensivamente e na defesa. Ele tem algo automático porque fazia isso desde a Arábia. Ele tem que fechar mais por dentro. Ele tem abertura para fazer e isso nos ajuda. Temos jogadores que desiquilibram no ataque, mas no momento defensivo o fazem de forma eficaz”, elogiou o comandante. Autor do segundo gol na vitória de 3 a 0 sobre o Noroeste, Tiquinho Soares, que já havia marcado um de pênalti, contra o Botafogo, voltou a ser titular e conta com o respaldo do técnico. Apesar de atuações nem sempre produtivas, o centroavante luta muito durante o jogo e ainda está em busca de seu melhor condicionamento físico. “Acreditamos muito no Tiquinho. No jogo anterior (contra o Água Santa) tinha sobrecarga. Hoje (contra o Noroeste) acreditamos que o jogo seria próximo da área adversária e precisávamos ter essa presença. Pro centroavante é importante fazer gol. Fazer gol assim é diferente, e uma assistência. O Thaciano faz gol também no segundo jogo seguido. Mais importante foi o comportamento coletivo. O time esteve sólido em relação a compactação e forma de ocupar o ataque. Isso faz que o time tenha o equilíbrio e jogar no ataque, estar equilibrado quando perdemos a bola para recuperá-la”.