Fábio Carille vive momento tenso no Santos, com quatro derrotas em 10 jogos na Série B (Raul Baretta/Santos FC) A quarta derrota seguida do Santos na Série B do Campeonato Brasileiro, na noite desta sexta (14), em Ponta Grossa, colocou mais lenha no caldeirão da crise santista, mas não deve fazer a diretoria pensar numa mudança no comando. Por enquanto. Apesar disso, o técnico Fábio Carille frisou, na entrevista após a derrota para o Operário, que “futebol é resultado”. “Futebol é resultado, sabemos disso. Tenho uma diretoria que está muito próxima e acompanha tudo que eu faço, meu dia a dia, o que a gente passa, o que a gente faz. Eles são muito presentes, isso é muito importante. Mas a gente sabe que o futebol é resultado”, disse Carille, quando indagado se se sentia ameaçado no cargo. “Merecíamos uma sorte melhor” Para o treinador, o Santos merecia sorte melhor na partida diante do Fantasma. Ele reconheceu a atuação ruim do time na etapa inicial, mas salientou as oportunidades criadas no final do segundo tempo, que poderiam ter feito a equipe chegar pelo menos ao empate. “Acho que merecíamos uma sorte melhor pelo final do jogo, pelo nosso segundo tempo, onde o Brazão praticamente não trabalhou. A gente jogando, errando, mas tentando. No final, com as características de Guilherme e de Furch dentro da área. É um estilo de jogo que eu gosto, de um atacante pivô que tem altura, que tem a primeira bola, incomoda na bola aérea”. O treinador viu o time criar mais chances com a presença dos titulares Guilherme e Julio Furch, que foram a campo aos 15 minutos da etapa final. Os dois voltaram ao time após períodos de recuperação de lesões. Guilherme não jogava desde 15 de maio, na quinta rodada, enquanto Furch havia feito a primeira partida no dia 26 de abril, na segunda rodada da Série B. “Fomos para a pressão organizada. Tiramos um volante (João Schmidt) que estava com cartão e colocamos o Serginho, outro meia para ajudar na articulação. Mas, infelizmente, não conseguimos fazer o gol”, lamentou. Desfalques e retornos Carille lamentou os desfalques de jogadores importantes ao longo das dez rodadas iniciais da Série B e afirmou que Guilherme e Julio Furch só viajaram a Ponta Grossa por necessidade, já que não estavam nas condições ideais por falta de ritmo. “Perdemos jogadores importantes do nosso setor ofensivo. Trouxemos jogadores que não eram nem para estar aqui, para falar a verdade, pelo tempo ausente, caso do Furch e do Guilherme. Vieram pela necessidade do jogo”. Hayner na ponta? O técnico se defendeu ao ser perguntado se havia errado na escalação inicial, quando apostou em Hayner como ponta direita, quando tinha outras opções no banco, como Otero. Com uma atuação ruim no primeiro tempo, Hayner foi sacado no intervalo para a entrada do venezuelano. “A ideia do Hayner é que a gente desse profundidade. Essa posição (ponta) não é uma novidade para ele. Ele já jogou no Atlético-GO, no Coritiba, em vários times assim, nessa linha da frente. O Otero é um cara que gosta de receber a bola no pé e não dá profundidade”, justificou. O Peixe volta a campo na próxima quarta (19), às 19 horas, na Vila Belmiro, contra o Goiás. Será o reencontro, tenso, com a torcida após um mês fora do Alçapão.