[[legacy_image_52506]] Há menos de um mês no Santos, Fernando Diniz só realizou seis partidas (três vitórias e três derrotas) sob o comando do Peixe. Mas, embora tenha tido pouco tempo para treinar e desenvolver sua filosofia de jogo, o treinador disse contar com o esforço dos atletas para entender o projeto, além da dedicação em campo para conquistar os resultados. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Após vitória por 3 a 1 contra o Ceará, no último sábado, na Vila Belmiro, pela 2ª rodada do Brasileirão, o técnico se mostrou satisfeito com o elenco e ressaltou dois momentos: A jogada coletiva do primeiro gol, que rodou meio time até o golaço de Jean Mota de fora da área. E a jogada ensaiada de Kaio Jorge, que fingiu amarrar o cadarço e marcou o terceiro gol. Diniz demonstrou satisfação ao ser questionado sobre os lances, pois são frutos do trabalho desenvolvido ao longo da semana, ainda mais o primeiro gol. "A jogada começou lá do goleiro, foi uma maneira de atrair (o adversário), que a gente treina muito e culminou no gol do Jean Mota". Ele acrescentou: "Como tudo na vida, em algum momento você vai errar, mas tenho confiança plena que esse jeito de jogar, esse modelo de jogo, ele oferece muito mais riscos para o adversário que tem que pressionar muito alto e acaba deixando espaços, do que para a gente que treina para fazer isso de uma maneira constante". Oscilação O treinador também falou sobre a oscilação do elenco durante as partidas. Contra o Ceará, o time teve a oportunidade de abrir o placar de pênalti, mas não converteu e sentiu o golpe por alguns momentos. No final do primeiro tempo, parece ter desligado e cometeu uma penalidade, que culminou com o empate do vozão. O treinador entende que os lances desestabilizaram a equipe, mas cita o poder de recuperação no segundo tempo, quando a equipe definiu a partida com outros dois gols. "Acho que o time mostrou, de uma maneira ímpar, maturidade". Sobre as oscilações nos jogos, Diniz ressaltou que só a experiência traz a consistência. Ele disse ainda que "a maneira de trabalhar é a mesma quando ganha e quando perde. A gente tem que se concentrar naquilo que a gente pode fazer de melhor". Experiência Em meio à fala sobre experiência, o treinador respondeu sobre a situação de Sanchez que está em fase final de tratamento de uma ruptura de ligamento do joelho. "Não vamos estabelecer prazos ou criar expectativas em ninguém (para a volta). Ele vem de uma cirurgia bastante complexa e está retornando do pós-covid". Apesar disso, o comandante não dispensou elogios ao uruguaio: "A gente tem que ter cuidado com ele, mas vamos acelerar o máximo que a gente puder (o retorno aos campos), porque é um jogador muito importante para nós, que traz muita qualidade, tem carisma e que tem o apreço do torcedor. É um jogador que sempre admirei quando jogava contra".