[[legacy_image_222754]] Responsável pela escolha de Odair Hellmann para comandar o Santos, o coordenador técnico do Peixe, Paulo Roberto Falcão, afirmou que a decisão de convidar o treinador que estava no Al Wasl, dos Emirados Árabes, foi tomada por convicção no trabalho que ele, segundo o agora dirigente, tem capacidade de desenvolver. Em entrevista coletiva de apresentação nesta quinta-feira (17), o novo homem forte do futebol alvinegro disse que conhece a filosofia de Hellmann desde os tempos de Internacional e que vinha acompanhando o trabalho do treinador no exterior em virtude dos intercâmbios que vinha fazendo. "A escolha do Odair foi consciente e de dedicação. Entrei no Internacional em 2016, e o Odair ficou três dias comigo. Saiu para ir buscar a medalha de ouro nas olimpíadas de 2016 como auxiliar do Rogério Micale. Estive em Dubai acompanhando o trabalho dele, mas já conhecia as suas ideias desde o Internacional. Conheci os pensamentos, o trabalho no Fluminense. Então, foi por convicção. O Maurício Dulac, auxiliar do Odair, trabalhou comigo no Internacional. Assim como preparador físico Rogério Dias e o Fabio Moreno na parte de análises de vídeos. E o Carravetta, que será o meu auxiliar, como falei, tem 25 anos de Internacional e participou de tudo: coordenador de base e profissional e preparação de atletas. Estamos com uma comissão muito forte, competente e trabalhadora. Ser trabalhadora é obrigação de todos, mas são competentes", falou Falcão, que tem se mantido em contato com Hellmann, ainda presente no continente asiático. "Estamos com uma diferença de sete horas do Odair. Ele esteve em Abu Dhabi para assistir ao jogo da Argentina e deve ir para o Catar assistir jogos da Copa do Mundo. É bom ver jogos para acompanhar as novidades e ir se atualizando. E no mundo online que vivemos atualmente não temos dificuldades para nos mantermos em contato". Envolvido na sua primeira experiência como cartola do futebol, Falcão também prometeu evitar repetir algumas ações tomadas pelo Santos em 2022, como por exemplo seguidas mudanças de treinadores. "Não gosto de comparações, mas é difícil eu trocar treinador. Acho que troca de treinador é sempre um equívoco. Eu conto a performance. Sem performance, não se ganha ou ganha sem uma sequência. Quero ver performance, jogar bem, construir um time que ganhe, claro, mas que ganhe jogando bem e emocione as pessoas que verão o Santos. Sempre foi meu objetivo como treinador e isso aumenta como coordenador. O Santos sofreu nos últimos anos, claro, todo mundo viu, mas não posso analisar o que passou porque não estava aqui. Vou descobrir ao longo do período. Ainda assim isso não é relevante. Vamos procurar fazer da forma que achamos melhor, com gente experiente e que vive o mundo do futebol", finalizou.