Fábio Carille justificou ausência na entrevista para valorizar o auxiliar Leandro Silva, o Cuquinha, e o grupo de trabalho (Raul Baretta/Santos FC) O técnico Fábio Carille, que já não havia dado entrevista na chegada à Vila, antes do jogo contra o Operário-PR, cedeu o lugar ao auxiliar Cuquinha após a partida, para, segundo ele, “valorizar o grupo de trabalho”. Na coletiva, dada ao lado do goleiro Gabriel Brazão, o auxiliar enfatizou a importância da vitória. “Tínhamos a necessidade de conquistar a vitória. Sabemos que está afunilando, faltam nove jogos e é muito importante conquistarmos nossos objetivos”. Melhor defesa da Série B, com 20 gols sofridos em 29 jogos, o Santos colhe, na visão do auxiliar, a mescla entre jogadores experientes e pratas da casa. Caso, por exemplo, da dupla de zaga, formada por Jair e Gil. “Ficamos felizes quando começamos a olhar para os números e ver a importância de mesclar juventude e experiência. Gil e Jair estão se ajudando. O Gil tem ajudado muito o Jair crescer na competição. É um cara que passa confiança e tranquilidade para nós. A melhor defesa não passa só pelos zagueiros, conseguimos fazer o perde-pressiona. Isso nos deu a possibilidade de sofrer pouco e, mais uma vez, não sofrer gol, frisou Cuquinha. “Série B é diferente” O auxiliar de Carille também falou sobre o desempenho do time, que tem se destacado mais pelo futebol burocrático e eficiente ao longo da Série B. “Hoje tivemos 45 recuperações de bola. O João Schmidt e o Pituca roubaram muito. A Série B é diferente, não é um jogo tão vistoso, é um jogo de força e contato. Pegamos muitos times com essa característica, você ganha, perde e acaba tendo essa visão”.