[[legacy_image_234104]] O Museu Pelé, em Santos, amanheceu repleto de fãs um dia após a morte do Rei do Futebol. Nem mesmo a chuva impediu os frequentadores de presenciarem lances históricos e acessórios que homenageiam o atleta do século. No lado de fora, também houve homenagens. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Uma faixa com a frase "Obrigado, Rei" foi estendida na entrada do museu, que fica no Valongo. Na calçada, diversas flores formando um coração homenagearam Pelé. Torcedor do Peixe, o aposentado Francisco Rodrigues, de 70 anos, mora em Brejo Santo, no Ceará, mas passa o período de fim de ano em solo santista. Ao visitar o museu, ele não esconde a tristeza pela morte do ídolo. "A gente fica muito triste em saber que nosso maior craque da história do futebol morreu. Estávamos desanimados já devido ao que ele vinha passando. Foi embora o Edson, mas o Pelé fica pra sempre. É insubstituível", declarou. Rodrigues recorda os momentos em que assistiu a Pele jogar pela televisão, na Copa do Mundo de 1970, quando o Brasil conquistou o tricampeonato mundial. "Na época que ele jogava (no Santos) eu morava no Ceará. Vi ele jogar na Copa de 1970. Em 1975, quando cheguei em Santos, ele já não estava mais. Foi um privilégio (assisti-lo). Ninguém chega nem perto do Pelé". [[legacy_image_234105]] Adeus, Rei Edson Arantes do Nascimento estava internado há um mês no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para tratar de um câncer de cólon, descoberto no ano passado. O atleta do século morreu aos 82 anos nesta quinta (29), às 15h27, devido a falência múltipla dos órgãos, provocada pelo agravamento da doença oncológica. O corpo de Pelé virá para Santos na madrugada de segunda-feira (2). O velório está previsto para começar às 10h, na Vila Belmiro, e vai até às 10h do dia seguinte. Depois haverá o cortejo pelas ruas da cidade até a Memorial Necrópole Ecumênica, onde acontecerá o sepultamento.