[[legacy_image_235600]] Diversos torcedores e admiradores de Pelé ignoraram a fila quilométrica da despedida do Rei do Futebol para dar o último adeus ao Atleta do Século 20. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O superintendente operacional Anderson Tomaselli, de 48 anos, pode se considerar um vencedor. Ele esperou três horas para se despedir de Pelé, chegando por volta das 21h e saindo pouco depois da meia-noite. "Esperaria o tempo que fosse preciso para esse momento", afirma o morador do bairro Saboó, em Santos. A distância de cerca de 5 metros entre o local de passagem das pessoas e a tenda com o caixão foi o mais perto que Anderson conseguiu chegar do Rei do Futebol. "Infelizmente foi. O máximo até então foi tê-lo visto no camarote na Vila Belmiro. Até tenho um autógrafo dele, mas conseguiram para mim", relembra. [[legacy_image_235601]] A analista de exportação Sandra Alves (foto que abre a matéria) estava realizada, mas ela esperou ainda mais tempo na fila: quase quatro horas para a despedida de Pelé. "Ele levou o Santos e a Cidade para o mundo. Todas as homenagens feitas ainda serão poucas diante de tudo o que ele representa", afirma a moradora do bairro Gonzaguinha, em São Vicente. Sandra estava acompanhada do marido, o vendedor Marcelo Silva e o filho Leonardo, de 7 anos. Enquanto o pai chegou a atuar nas categorias de base do clube, o menino veio pela segunda vez no estádio - a outra havia sido em outubro, em evento no Dia das Crianças. Jogo ainda não. "Ele queria vir de tanto o avô, que veio de Aracaju, em Sergipe, falar do Pelé. Lá em casa se aprende a cantar o hino do Santos antes de falar", conta Sandra, com um largo sorriso no rosto. [[legacy_image_235602]] A autônoma Fabiana Alves Chinen nem acreditou na tranquilidade do filho Luan. O velório de Pelé foi a primeira vez do menino de 2 anos na Vila Belmiro. Eles visitaram a Vila por volta de 4h da manhã desta terça-feira (3). "Pensei que ele fosse chorar, pois foi bem na hora que a Torcida Jovem começou a cantar. Mas isso não aconteceu. Sinal de que ele é santista mesmo", conta a torcedora, que também estava acompanhada do filho Yuri, de 15 anos. [[legacy_image_235603]] Imagine um trio de torcedores corintianos uniformizados para se despedir de Pelé. Tinha na longa fila do velório: eram Dorival Fagundes, de 62 anos, o filho Pedro, de 9, e o sobrinho Wagner, de 47 anos. 'Viemos de São Paulo para isso. E ele fez muitos gols contra a gente", lembra Dorival. O Timão foi a maior vítima do Rei com a camisa do Santos: ele marcou 50 vezes. "O mais importante é que ele fazia a arte dele, sem essas coisas de agora. Hoje não tem rivalidade. Tanto que viemos com a camisa do Corinthians. Tudo pelo Pelé", HistóricoEdson Arantes do Nascimento, conhecido mundialmente como Pelé e Rei do Futebol, morreu na tarde da última quinta-feira (29), após um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O maior jogador de todos os tempos lutava contra um câncer de cólon e teve falência múltipla dos órgãos. Aberto ao público, o velório acontece na Vila Belmiro até terça-feira (3), quando o corpo será sepultado no Memorial Necrópole Ecumênica, no Mausoléu de Pelé, local que ficará no primeiro andar e passará a ser um ponto turístico para Santos.